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Morre cantora Preta Gil aos 50 anos

Gilberto Gil, pai de Preta, teve aumento de pressão arterial ao receber a notícia da morte da filha, segundo fontes próximas

A atriz Carolina Dieckmann interrompeu gravações para apoiar a amiga, sem saber da gravidade do seu estado de saúde - Imagem: Instagram/ @pretagil

Redação Publicado em 20/07/2025, às 20h10

A cantora Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, em Nova York, devido a complicações causadas por um câncer no intestino. Ela estava nos Estados Unidos realizando um tratamento experimental contra a doença, que ela enfrentava desde janeiro de 2023. Inicialmente, Preta foi tratada no Brasil com quimioterapia, radioterapia e passou por uma cirurgia para remoção de tumores em agosto de 2024. Porém, o câncer retornou e se espalhou para outras partes do corpo, o que levou a um novo ciclo de tratamentos.

Nos Estados Unidos, a cantora seguiu com o tratamento, focado em terapias experimentais, e se deslocava entre Nova York e Washington para receber os cuidados em um centro especializado.À noite, Gilberto Gil publicou uma nota nas redes sociais informando que a família estava organizando a repatriação do corpo de sua filha. Preta Gil, filha de Gilberto Gil, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, deixou sua carreira de produtora e publicitária para seguir seu sonho de cantar aos 29 anos, lançando seu primeiro álbum, "Prêt-à-Porter". O disco, que inclui o sucesso "Sinais de Fogo", composto por Ana Carolina especialmente para Preta, gerou polêmica na época, principalmente pela capa, que trazia a cantora nua.

Preta recordou em entrevista a Pedro Bial: "Eu lembro que fui mostrar para o meu pai e ele falou: ‘Desnecessário, Preta’. Aquilo foi uma confusão na minha cabeça. Mas meu pai é um sábio. Ele sabia exatamente o que eu ia passar depois. Eu lancei o disco achando que estava abafando, mas veio uma enxurrada de críticas, muito conservadoras."

A artista se declarava feminista e fazia questão de levantar bandeiras contra opressões sociais como gordofobia, racismo e em defesa dos direitos LGBT+.

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