Morte brutal de bebê

Menino de 1 ano morre com sinais de tortura e suspeita de abuso sexual no litoral de SP

Mãe da criança e ex-companheiro foram presos após laudo apontar lesões graves no corpo do bebê

O caso, que começou como morte suspeita, agora é tratado como homicídio, com a polícia investigando a participação dos suspeitos - Imagem: Divulgação/Prefeitura Guarujá

Letícia Sales Publicado em 28/05/2026, às 10h21

A Polícia Civil investiga a morte de Noah de Andrade Nascimento, de apenas 1 ano, ocorrida no Guarujá, no litoral sul de São Paulo. O menino chegou sem vida a uma unidade de saúde na madrugada da última segunda-feira (26), apresentando marcas compatíveis com tortura e suspeita de abuso sexual.

A mãe da criança, Iarley do Nascimento Bezerra, de 23 anos, e o ex-companheiro dela, José Erasmo Felix Mouzinho, de 52 anos, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça por envolvimento no caso.

Segundo o boletim da investigação, Iarley levou o filho à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária alegando que o menino havia ficado “sem reação” após se alimentar. No entanto, profissionais da unidade perceberam ferimentos graves no corpo da criança e acionaram imediatamente a Polícia Militar.

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a existência de lesões consideradas compatíveis com tortura e violência sexual. De acordo com a perícia, Noah apresentava escoriações, arranhões nos pulsos semelhantes a cortes e marcas de queimaduras de cigarro próximas à axila.

As investigações apontam que José Erasmo mantinha um relacionamento anterior com a mãe da criança e ajudava financeiramente no pagamento do aluguel dela. A polícia também apurou que Iarley havia se separado do pai do menino cerca de uma semana antes da morte.

O pai da criança e a bisavó paterna prestaram depoimento e relataram que Noah vivia em condições precárias e sem os cuidados adequados. Segundo eles, o bebê já havia sido internado anteriormente por problemas de saúde, incluindo anemia e obesidade infantil.

O caso, inicialmente registrado como morte suspeita e maus-tratos, passou a ser tratado como homicídio com indícios de tortura e abuso sexual. A Polícia Civil continua investigando a dinâmica do crime e a participação de cada suspeito.

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