Durante o ato “Acorda Brasil”, que reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista neste domingo (1º), o pastor Silas Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes de corrupção, criticou decisões do STF e reforçou pautas como anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro
William Oliveira Publicado em 01/03/2026, às 18h12
A manifestação “Acorda Brasil”, realizada neste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, foi marcada por discursos duros contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo federal. O momento de maior repercussão foi a fala do pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do ato, que fez acusações diretas ao ministro Alexandre de Moraes.
Durante o discurso, Malafaia afirmou que Moraes teria sido beneficiado por um contrato milionário ligado ao escritório de advocacia da esposa do ministro com o Banco Master.
“A mulher de Alexandre de Moraes tem um contrato de R$ 129 milhões com Banco Master para fazer o quê? Nada. Sabe o que significa isso? Corrupção deslavada. Compra do poder de Alexandre de Moraes”, declarou o pastor.
O pastor também afirmou que o ministro “foi comprado” e criticou a ausência de explicações públicas sobre o caso. Em outro trecho, disse que o STF estaria “desmoralizado” e que tanto Moraes quanto Dias Toffoli não teriam condições morais de julgar processos. “Alexandre de Moraes e Dias Toffoli tinham de estar afastados do STF. Não tem moral para julgar ninguém”, afirmou.
O discurso foi acompanhado por apoiadores que exibiam cartazes com frases como “Fora Moraes”, “Fora Lula” e “Libertem Bolsonaro”. Parlamentares presentes no ato também ecoaram as críticas e reforçaram o tom de confronto com a Corte.
Além das críticas ao STF, a mobilização reuniu pautas como anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ato deste domingo marcou a primeira grande mobilização bolsonarista do ano e reuniu lideranças políticas, apoiadores e figuras públicas na Avenida Paulista, também com manifestações simultâneas em outras capitais brasileiras.