Quase uma semana após apagão de cinco dias, fortes chuvas provocam novos transtornos para milhares de moradores
Lívia Gennari Publicado em 17/12/2025, às 08h38
São Paulo enfrenta nesta quarta-feira (17) mais um corte de energia: mais de 30 mil imóveis permanecem sem luz devido às novas chuvas que atingiram a região metropolitana na terça-feira (16).
Na capital, a situação é mais crítica, com 30.700 endereços sem eletricidade. O problema surge apenas oito dias após o estado ter sido atingido por ventos de até 100 km/h, provocados por um ciclone extratropical, que gerou um apagão histórico em algumas regiões, chegando a cinco dias de interrupção, especialmente entre os dias 10 e 14 de dezembro, afetando mais de 2 milhões de imóveis.
Em nota publicada em seu site, a Enel informou que ativou o plano de contingência, reforçando equipes em campo e ampliando os canais de atendimento para atendimento rápido a ocorrências.
Enel enfrenta multa e possível revisão de contrato
O Procon de São Paulo aplicou uma multa de R$ 14,2 milhões à concessionária de energia Enel.
Segundo o órgão, a empresa havia sido notificada sobre falhas na prestação do serviço, mas não atendeu à exigência de manter o fornecimento de energia elétrica de forma contínua. O Procon analisou reclamações registradas por consumidores e constatou o descumprimento das regras aplicáveis.
O Ministério de Minas e Energia informou nesta terça-feira (16/12) que pretende solicitar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a abertura de um processo para avaliar a caducidade do contrato da Enel, responsável pela distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Silveira.
O assunto também foi levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião recente, quando foram detalhados os impactos do apagão e solicitada a atuação do governo federal. De acordo com informações oficiais, o presidente determinou que a demanda fosse encaminhada ao Ministério de Minas e Energia.
De acordo com o ministério, a iniciativa será formalizada junto à Aneel como parte de uma avaliação sobre o fornecimento de energia elétrica e os impactos causados por interrupções recentes. O contrato da Enel em São Paulo tem validade até 2028.