Tempestade em SP

Mais de 27 mil imóveis permanecem sem energia após temporal de sexta

Segundo a Enel, cerca de 22.964 unidades consumidoras estavam sem fornecimento apenas na cidade de São Paulo

Mais de 27 mil imóveis permanecem sem energia após temporal de sexta - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Paulo Pinto

William Oliveira Publicado em 25/01/2025, às 14h58

Na tarde deste sábado (25), mais de 27 mil residências na Grande São Paulo ainda enfrentavam a falta de energia elétrica, consequência da tempestade que atingiu a capital e municípios da região metropolitana no dia anterior, sexta-feira (24).

De acordo com a Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia, cerca de 22.964 unidades consumidoras estavam sem fornecimento apenas na cidade de São Paulo. Osasco registrou o segundo maior número de imóveis afetados, com 1.635 consumidores sem luz.

A tempestade teve consequências severas, deixando um total de 126 mil endereços sem eletricidade. A intensidade da chuva foi marcada por 13.190 raios, dos quais 6.292 atingiram o solo, além de rajadas de vento fortes e granizo. O impacto foi tão significativo que diversos transformadores explodiram devido à força da precipitação, e foram registrados 97 chamados relacionados a quedas de árvores na capital.

Na sexta-feira, a cidade registrou um dos maiores volumes de chuvas em mais de seis décadas, conforme a estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) localizada no Mirante de Santana, na zona norte. A Defesa Civil do Estado informou que o total acumulado foi de 125,4 milímetros, sendo 82 mm registrados entre 15h e 16h – o maior volume em uma hora desde julho de 2006.

Em um intervalo crítico de três horas, a cidade recebeu quase metade da precipitação esperada para todo o mês de janeiro. Dos 257,3 mm previstos para o mês, 125 mm (equivalente a 48,5%) foram registrados apenas na sexta-feira.

A metrópole enfrentou sérios problemas como alagamentos e desabamentos. Em uma ação sem precedentes, a Defesa Civil emitiu um alerta severo para todos os celulares da área: "Chuva forte se espalhando pela capital paulista com rajadas de vento e risco de alagamento. Mantenha-se em local seguro", advertiu o comunicado.

As ocorrências relatadas pela Defesa Civil incluem:

A chuva começou por volta das 15h30, quando nuvens escuras cobriram o céu e deixaram a cidade em estado de alerta até as 17h35. O Corpo de Bombeiros registrou um total de 219 ocorrências devido a enchentes e alagamentos.

No metrô da linha 1-Azul, na estação Jardim São Paulo, passageiros foram obrigados a sentar sobre os corrimões para evitar se molhar com a inundação que tomou conta do local. Alagamentos também foram reportados na Linha 7-Rubi da CPTM.

Olha a situação da estação Jardim São Paulo. pic.twitter.com/lBSWBoRYER

— GugaNoblat (@GugaNoblat) January 24, 2025

No terminal da Sé (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha), internautas relataram uma plataforma superlotada enquanto tentavam embarcar em meio à forte chuva.

Diversos pontos da cidade se transformaram em verdadeiros rios. Ruas como Palestra Itália, onde está localizado o estádio do Palmeiras, e o Beco do Batman, na Vila Madalena, vivenciaram cenas dramáticas, com carros e objetos sendo arrastados pelas águas.

A zona norte foi identificada como a área mais afetada pela tempestade. No shopping Center Norte, parte do telhado desabou, causando pânico entre os frequentadores; felizmente, não houve feridos, segundo a administração do estabelecimento. Na rua Alfredo Pujol, em Santana, uma casa desabou sem deixar vítimas. Os bombeiros contabilizaram ao todo 14 ocorrências desse tipo na cidade.

A Vila Medeiros destacou-se como a área com o maior volume de precipitação registrado: 104,4 mm. Em seguida estão os bairros Pinheiros e Santana, com 90 mm e 83,2 mm, respectivamente.

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