Operação foi necessária devido a uma hemorragia intracraniana identificada em uma ressonância magnética, realizada após a queda sofrida pelo líder do Executivo no dia 19 de outubro
William Oliveira Publicado em 10/12/2024, às 08h00
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi submetido a uma craniotomia na noite de segunda-feira (9), um procedimento cirúrgico que envolve a remoção de uma parte do crânio para acessar o cérebro. A operação foi necessária após uma hemorragia intracraniana detectada por meio de uma ressonância magnética, que foi realizada após a queda que ele sofreu no dia 19 de outubro.
Lula foi rapidamente levado ao Hospital Sírio Libanês, em Brasília, onde os médicos diagnosticaram a hemorragia e decidiram transferi-lo para São Paulo, na madrugada desta terça-feira (9), onde ele foi submetido a uma cirurgia de emergência para drenar o sangue acumulado.
"O presidente encontra-se bem, sob monitoramento em leito de UTI", afirmaram os médicos Luiz Francisco Cardoso e Álvaro Sarkis, em documento.
Segundo o neurocirurgião Eduardo Bortolini, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, a craniotomia é um procedimento comum no tratamento de condições neurológicas graves, como tumores cerebrais, aneurismas e hematomas, além de lesões traumáticas. Durante a cirurgia, o cirurgião não apenas trata a condição subjacente, mas também pode remover tecidos anormais ou realizar reparos essenciais para melhorar a saúde do cérebro.
Felizmente, a cirurgia transcorreu sem complicações, de acordo com o Hospital Sírio Libanês. No momento, o presidente Lula está se recuperando bem e permanece sob monitoramento intenso em um leito de UTI, sendo acompanhado de perto pelos médicos Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio.
A queda ocorreu no dia 19 de outubro, no Palácio do Alvorada, enquanto Lula estava no banheiro e cortava as unhas. Durante o incidente, ele perdeu o equilíbrio, bateu a cabeça e sofreu um traumatismo craniano, além de um pequeno sangramento no cérebro. O presidente estava sentado em um banco, inclinou-se para cortar a unha do pé e, ao voltar, o banco se moveu, causando a queda. Ele precisou de cinco pontos na nuca para tratar o ferimento.
Desde a queda, Lula tem sido monitorado constantemente devido à gravidade do acidente. Para se recuperar, ele reduziu seu ritmo de trabalho e cancelou vários compromissos oficiais, focando em sua saúde e recperação.