Crime por ciúmes

Justiça torna ré jovem acusada de atropelar e matar namorado e amiga em São Paulo

Promotoria argumenta que crime foi cruel e impediu qualquer chance de defesa para as vítimas em uma motocicleta

A jovem de 21 anos se tornou ré por duplo homicídio triplamente qualificado após incidente motivado por ciúmes - Imagem: Reprodução/rede social

Letícia Sales Publicado em 12/01/2026, às 11h09

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público contra Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, acusada de atropelar e matar o namorado, Raphael Canuto Costa, e a amiga dele, Joyce Corrêa da Silva, no Campo Limpo, zona sul da capital. O crime ocorreu em 29 de dezembro, e a jovem se tornou ré por duplo homicídio triplamente qualificado. Na decisão, a 5ª Vara do Júri determinou a manutenção da prisão preventiva, convertida após a detenção em flagrante.

Segundo a denúncia, o atropelamento foi motivado por uma crise de ciúmes. Para o Ministério Público, Geovanna agiu de forma deliberada, utilizando o veículo como instrumento de ataque, surpreendendo as vítimas e impedindo qualquer chance de defesa. A promotoria sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a reação dos atingidos, que estavam em uma motocicleta.

As investigações apontam que, pouco antes do crime, a jovem enviou uma mensagem ameaçadora ao namorado e foi até o local onde ele participava de um churrasco. Após uma discussão, Raphael deixou a casa de moto e, em seguida, encontrou Joyce em uma adega próxima, convidando-a para um passeio. Geovanna, acompanhada da madrasta, entrou no carro e passou a persegui-los, até provocar a colisão que matou o casal e deixou outra pessoa ferida.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu que, em eventual condenação, seja fixada indenização mínima de R$ 100 mil para cada uma das vítimas, como forma inicial de reparação pelos danos causados.

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