A Justiça paulista analisa, nesta terça-feira (31), se Geovanna Proque da Silva será levada a júri popular pelo atropelamento que matou Raphael Canuto da Costa e Joyce Correa da Silva
William Oliveira Publicado em 31/03/2026, às 10h51 - Atualizado às 11h17
A Justiça de São Paulo começa a decidir, a partir desta terça-feira (31), se a estudante de veterinária Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, será levada a júri popular por atropelar e matar o namorado e uma amiga dele, na Zona Sul da capital.
O crime ocorreu em 28 de dezembro de 2025, na Rua Professor Leitão da Cunha, no bairro Parque Regina, e foi registrado por câmeras de segurança. As vítimas, Raphael Canuto da Costa, de 21 anos, e Joyce Correa da Silva, de 19, estavam em uma motocicleta quando foram atingidas por trás pelo carro dirigido pela acusada. Ambos morreram no local.
Segundo o Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes. A denúncia aponta que, antes do atropelamento, a jovem enviou mensagens com ameaças ao namorado. Em seguida, perseguiu a moto em alta velocidade e provocou o impacto.
Geovanna responde por duplo homicídio doloso, triplamente qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ela também é acusada de lesão corporal contra um pedestre que foi atingido durante a ação e sobreviveu.
A audiência de instrução será realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, onde a Justiça vai avaliar se há provas suficientes para levar o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão pode ser anunciada ao fim da sessão ou posteriormente.
A acusada está presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Santana.