Três membros do PCC foram condenados pelo assassinato da soldado Juliane dos Santos Duarte, sequestrada e morta em 2 de agosto de 2018
William Oliveira Publicado em 30/11/2025, às 10h45
A Justiça de São Paulo condenou três indivíduos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo homicídio da policial militar Juliane dos Santos Duarte. O veredito, proferido pelo Tribunal do Júri na última sexta-feira (28), resultou em penas somadas que ultrapassam 60 anos de prisão.
O principal acusado, Everaldo Severino da Silva Félix, o "Sem Fronteira", foi sentenciado a 25 anos de reclusão por homicídio qualificado, com agravantes pelo uso de método que impossibilitou a defesa da vítima e pelo fato do crime ter sido cometido contra uma autoridade policial. Os outros dois réus, Felipe Carlos Santos de Macedo, o "Pururuca", e Felipe Oliveira da Silva, o "Tirulipa", receberam penas de 23 e 9 anos, respectivamente, por participação no homicídio.
O assassinato da soldado Juliane dos Santos Duarte ocorreu em agosto de 2018, durante suas férias na capital paulista. No dia 2 de agosto, ela estava à paisana em um bar na comunidade de Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo, quando foi sequestrada por quatro homens encapuzados. O incidente teria sido motivado pelo desaparecimento de um celular no local. Ao se identificar como policial militar, mostrando sua arma, Juliane acabou selando seu destino.
As investigações mostraram que a soldado foi mantida refém por quatro dias. Durante esse período, sua sorte foi decidida em um “Tribunal do Crime”, julgamento sumário realizado por membros do PCC.
O desfecho ocorreu quatro dias após o sequestro: o corpo da policial foi encontrado com um tiro na cabeça dentro do porta-malas de um veículo abandonado na região de Jurubatuba, a cerca de 8,5 km do local do sequestro. Uma pistola calibre .40, pertencente à vítima, também foi achada no carro.