Gabrielle de Cássia Gonçalves, de 22 anos, foi agredida com pauladas após acusação de furto e morreu em decorrência de infecção generalizada
Erika Osti Publicado em 04/03/2026, às 19h15
A Polícia Civil investiga a morte de Gabrielle de Cássia Gonçalves, de 22 anos, espancada após uma suposta acusação de furto em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A jovem morreu no domingo, depois de apresentar um quadro de infecção generalizada decorrente das lesões provocadas durante as agressões. A suspeita é de que ela tenha sido submetida a uma punição imposta pelo chamado tribunal do crime.
Gabrielle foi encontrada no dia 23 de fevereiro caída em uma rua do bairro Jardim Silvina, com diversos ferimentos pelo corpo. Ela foi levada à Unidade de Pronto Atendimento da região, passou por exames e acabou liberada. Nos dias seguintes, o braço direito da jovem apresentou inchaço significativo. Ela voltou a procurar atendimento no Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo, onde realizou novos exames e recebeu alta.
Na noite de 1º de março, familiares retornaram com Gabrielle à unidade hospitalar após o braço voltar a inchar e sangrar. Segundo o boletim de ocorrência, os médicos identificaram infecção generalizada. A jovem sofreu três paradas cardiorrespiratórias e morreu no fim da tarde.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra parte das agressões em uma área de vegetação. Nas imagens, uma mulher identificada como Milena desfere tapas, socos, chutes e golpes com um pedaço de madeira contra Gabrielle. Um homem grava a cena e entrega o objeto usado nas agressões, além de incentivar a violência. Outros dois homens aparecem na gravação e impedem que a vítima reaja. Durante o espancamento, Gabrielle implora para que parem.
De acordo com a apuração policial, a jovem teria sido acusada de pegar R$ 50 de um homem que a ajudava. Esse homem teria procurado integrantes do grupo criminoso para relatar o caso e pedir uma punição. Uma tia de Gabrielle informou à polícia que a sobrinha era usuária de cocaína.
O caso é investigado pelo 6º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, que busca identificar e localizar todos os envolvidos nas agressões.