A proposta aprovada limita o aumento do IPTU a 10% para residências e 12% para imóveis comerciais, visando maior justiça fiscal
William Oliveira Publicado em 09/10/2025, às 09h29
A Câmara Municipal de São Paulo deu um passo importante na última quarta-feira (8) ao aprovar, em primeira votação, o projeto de lei que define as diretrizes do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para o ano de 2026. A proposta recebeu 28 votos favoráveis e 19 contrários.
Entre os principais pontos do texto está a criação de um teto para os reajustes, que limita o aumento do imposto a 10% para imóveis residenciais e 12% para imóveis comerciais. Este último percentual foi adicionado por meio de emenda coletiva, apresentada pouco antes da votação.
Segundo estimativas da Prefeitura de São Paulo, cerca de 1 milhão de imóveis ficarão isentos do pagamento do IPTU, enquanto 500 mil propriedades devem receber descontos. Ainda não há dados oficiais sobre quantos contribuintes terão aumento no valor do imposto.
Para que as novas regras passem a valer, o projeto precisa ser aprovado em segunda votação e sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). Entre as duas votações, estão previstas duas audiências públicas para discutir as propostas.
Além de limitar os reajustes, o projeto também amplia as faixas de isenção e os descontos do IPTU:
As Zeis são divididas em três categorias:
Se o texto for mantido na segunda votação, imóveis localizados nessas áreas não pagarão IPTU a partir de 2026.