Investigação

Golpe do 'falso advogado' quadrilha é presa em operação da Polícia Civil

Suspeitos usavam dados de escritório real para enganar vítimas e induzir transferências bancárias

Operação ocorreu em três cidades e prendeu seis suspeitos. - Imagem: Divulgação/Polícia Civil.

Erika Osti Publicado em 28/04/2026, às 16h19

A Polícia Civil de São Paulo desarticulou nesta terça-feira (28) um grupo suspeito de aplicar o chamado 'golpe do falso advogado', esquema que vinha sendo usado para enganar vítimas com promessas falsas de liberação de valores judiciais. Ao todo, seis pessoas foram identificadas e presas durante a operação, realizada simultaneamente na capital paulista, em Cubatão e em São Vicente. A investigação começou após uma vítima registrar boletim de ocorrência em março, relatando ter sido induzida a fazer transferências bancárias após contato com supostos representantes de um escritório de advocacia.

Segundo o Departamento de Operações Policiais Estratégicas, os criminosos utilizavam dados reais de um escritório para dar aparência de legitimidade às abordagens. Com essas informações, entravam em contato com as vítimas, geralmente por telefone, afirmando que elas haviam obtido êxito em processos judiciais. Em seguida, alegavam a necessidade de pagamento de taxas ou procedimentos para viabilizar a liberação do dinheiro, criando um senso de urgência para pressionar as transferências.

Os investigadores apontam que, em alguns casos, os suspeitos permaneciam em linha enquanto orientavam as vítimas a acessar o aplicativo bancário e concluir a operação. A estratégia aumentava o grau de convencimento e dificultava que a pessoa percebesse o golpe a tempo. O prejuízo total causado pelo grupo ainda é apurado.

A Justiça autorizou a prisão temporária dos seis investigados. Três foram detidos na cidade de São Paulo, dois em São Vicente e um em Cubatão. A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia Especializada Antissequestro, com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos e do Grupo Especial de Reação.

As investigações seguem em andamento para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão da atuação do grupo. A polícia também busca verificar se há mais envolvidos no esquema e reforça o alerta para que a população desconfie de contatos inesperados que envolvam pedidos de transferências financeiras, mesmo quando acompanhados de informações aparentemente legítimas.

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