Mulher denunciou abuso na Linha 3-Vermelha e afirma ter sido culpabilizada por empregado; outro caso na Linha 7-Rubi terminou com prisão em flagrante
Redação Publicado em 26/02/2026, às 10h18
Um funcionário do Metrô de São Paulo foi demitido após se recusar a prestar assistência a uma passageira vítima de assédio sexual na estação Sé, no Centro da capital. O caso ocorreu na quarta-feira (25), dentro de um trem da Linha 3-Vermelha.
De acordo com o relato, após sofrer o abuso, a mulher desceu na plataforma em busca de ajuda. Segundo a denúncia, além de ignorar a situação, o funcionário teria responsabilizado a própria vítima pelo crime, mencionando a roupa que ela usava.
Em nota, o Metrô informou que outros empregados prestaram acolhimento à passageira. A vítima, porém, optou por não registrar boletim de ocorrência. A companhia afirmou repudiar qualquer forma de violência ou desrespeito dentro do sistema e confirmou o desligamento do colaborador envolvido.
No mesmo dia, outro caso de assédio foi registrado na Linha 7-Rubi, administrada pela concessionária TIC Trens, na estação Água Branca, Zona Oeste da cidade.
Segundo testemunhas, a passageira entrou em estado de choque após o abuso. Usuários intervieram e acionaram a equipe de segurança. Um policial civil que estava à paisana presenciou a ocorrência e realizou a prisão em flagrante do suspeito.
Tanto o Metrô quanto a TIC Trens declararam repúdio aos episódios e reforçaram que colaboram com as autoridades na apuração dos fatos.
Especialistas em segurança pública destacam que o acolhimento adequado é fundamental para encorajar vítimas a denunciar. A falta de suporte institucional pode agravar o trauma e contribuir para a subnotificação de crimes dessa natureza no transporte coletivo.