Mobilização é contra a privatização das linhas da CPTM, com protesto marcado em frente à Bolsa de Valores de São Paulo
William Oliveira Publicado em 25/03/2025, às 08h34
Na noite desta terça-feira (25), ferroviários de São Paulo participam de uma assembleia na sede do Sindicato dos Ferroviários, no Brás, para discutir a mobilização da greve que afetará as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM a partir da meia-noite desta quarta-feira (26).
Na última quinta-feira (20), o sindicato já havia aprovado a paralisação, formado uma comissão de negociação e organizado um ato público. A manifestação ocorre nesta terça, às 9h, em frente à Bolsa de Valores de São Paulo (B3), em protesto contra o leilão das concessões das linhas, marcado pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) para sexta-feira (28).
A paralisação pode afetar cerca de 830 mil passageiros por dia, abrangendo 30 estações. Segundo a CPTM, a linha 11-Coral transporta, em média, 540 mil usuários por dia útil; a linha 12-Safira, 260 mil; e a linha 13-Jade, aproximadamente 30 mil. As linhas ligam o centro da capital à zona leste e atendem cidades como Mogi das Cruzes, Suzano e Guarulhos.
A privatização das linhas é uma das principais apostas do governador Tarcísio. O governo planeja reduzir os intervalos entre trens para três minutos, construir oito novas estações e reformar 24, com investimentos estimados em R$ 14,3 bilhões ao longo de 25 anos. No entanto, sindicatos e grupos de oposição temem problemas semelhantes aos enfrentados nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, concedidas à ViaMobilidade. Em 2023, a concessionária fechou um acordo com o Ministério Público para pagar R$ 786 milhões devido a falhas operacionais.
Informações sobre a greve: