Família palestina fica retida há dias em Guarulhos mesmo com pedido de refúgio

Casal com filho pequeno aguarda resposta de autoridades após fuga da guerra na Faixa de Gaza

- Imagem: Reprodução | Acervo / Nahla Elrifai

Marina Milani Publicado em 21/04/2026, às 21h46

Uma família palestina está retida na área restrita do Aeroporto Internacional de São Paulo, na Grande São Paulo, desde a última quinta-feira (16), sem autorização para entrar no país e sem resposta ao pedido de refúgio apresentado às autoridades brasileiras.

O casal Hani Alghoul e Etimad Alghoul viajava com o filho de um ano, Kenan. Eles deixaram a Faixa de Gaza após o início do conflito na região e embarcaram ao Brasil a partir do Cairo.

Apesar de possuírem visto de turismo válido, emitido por autoridades consulares brasileiras no Egito, a família não recebeu autorização para ingressar no país e permanece em situação de retenção no aeroporto, sem informações sobre possível deportação.

Na sexta-feira (17), foi formalizado um pedido de refúgio junto ao Comitê Nacional para os Refugiados, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Até o momento, não houve retorno sobre a solicitação.

A situação é considerada delicada, especialmente por questões de saúde. Etimad está grávida de três meses e apresenta quadro de anemia, enquanto a criança também enfrenta problemas médicos.

A família conta com uma rede de apoio no Brasil. Uma amiga, Nahla Elrifai, afirma ter preparado uma residência completa para recebê-los em São Paulo, com móveis, alimentos e itens básicos. Segundo ela, a estrutura foi organizada com recursos enviados pelos próprios familiares.

O advogado Willian Fernandes ingressou com uma ação judicial com pedido de urgência para garantir a entrada imediata da família no país, permitindo que aguardem em liberdade a análise do pedido de refúgio.

O caso segue sem definição e depende de avaliação das autoridades migratórias e do governo federal.

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