Localizada na Vila Leopoldina, a academia possui 200 estúdios e cursos que variam de R$ 25 mil a R$ 35 mil, capacitando criadores
William Oliveira Publicado em 30/08/2025, às 09h49
No início deste mês, São Paulo inaugurou a Community Creators Academy, o primeiro centro do Brasil dedicado à formação de influenciadores e criadores de conteúdo digital. Localizada na Vila Leopoldina, a academia ocupa um galpão de 14 mil m², contando com mais de 200 estúdios equipados para diferentes tipos de produção.
Os cursos têm preços entre R$ 25 mil e R$ 35 mil e visam aprimorar a atuação dos influenciadores, melhorando a comunicação com marcas e a capacidade de engajar o público-alvo.
A iniciativa é do empresário baiano Fabio Duarte, diretor da agência de publicidade California, em parceria com o grupo educacional Ânima Educação, que administra a Universidade Anhembi Morumbi. O investimento total estimado é de R$ 40 milhões, com o objetivo de capacitar profissionais para a crescente “economia dos criadores”, que deve movimentar mais de US$ 1 trilhão nos próximos anos.
A academia começou a operar na primeira semana de agosto e já conta com cerca de 200 alunos matriculados. Os cursos presenciais duram entre três e seis meses, com aulas duas a três vezes por semana, e contemplam profissionais de diversas áreas, como medicina e arquitetura, interessados em expandir suas fontes de receita por meio das redes sociais.
Entre os recursos disponíveis estão videochats, podcasts, tutoriais e estúdios com salão de beleza, consultórios dermatológicos e academia para gravações relacionadas à atividade física. A metodologia inclui mentorias com personalidades do mercado digital, como Igor Coelho, do podcast Flow, e Sarah Fonseca, da plataforma Skin Quer, abordando ética, responsabilidade social, direito digital e storytelling.
Duarte enfatiza que muitos influenciadores começaram sem formação específica e ressalta a importância da educação: “Queremos que os alunos entendam desde o início que criar conteúdo é um negócio.”
O ambiente da academia inclui espaços diferenciados, como um banheiro “instagramável”, que se tornou ponto de interação entre criadores para testes de produtos e networking informal.
O processo seletivo segue modelo de universidades internacionais: os candidatos apresentam carta de intenção e vídeo explicativo, sendo aprovados para uma entrevista final. A instituição prioriza aqueles já familiarizados com o ambiente digital, e o valor dos cursos reflete a relevância internacional da formação.