No dia 25 de dezembro, será realizado um evento inter-religioso para celebrar o Natal, com um café da manhã solidário destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade social
William Oliveira Publicado em 22/12/2024, às 12h19
No dia 25 de dezembro, um evento inter-religioso marcará a celebração do Natal com um café da manhã solidário destinado a aproximadamente 400 indivíduos em situação de vulnerabilidade social. O encontro ocorrerá no Centro Comunitário Santa Dulce dos Pobres, localizado na zona leste da cidade de São Paulo, dando continuidade a uma tradição que se repete anualmente.
Este ano, o evento contará com a participação de sete representantes de diversas crenças: padre Júlio Lancellotti, da Paróquia São Miguel Arcanjo; Sheik Rodrigo Jalloul, do Centro Islâmico da Penha; pastor Leandro Rodrigues, da Igreja Inclusiva Habitar; pai Denisson D'Angiles, do Centro Espírita de Umbanda Estrela Guia; rabino Alexandre Leone, da Associação Beit Midrash Massoret; bruxa Cris Gimenez e monge zen budista Ryozan.
O pastor Leandro Rodrigues enfatizou a relevância dessa iniciativa, afirmando que "o café da manhã oferece um momento de acolhimento e escuta para aqueles que enfrentam a falta de recursos. Enquanto muitos desfrutam das festividades em família, há quem não tenha o que comer. Em um dia tão significativo para os cristãos, como é o Natal, buscamos trazer um pouco mais de alegria à vida dessas pessoas".
Na mesma linha de inclusão, a Igreja Inclusiva Habitar apresentará o espetáculo musical "O Messias Prometido" neste domingo (22), às 18h, com entrada franca na sede situada na Barra Funda. A igreja se destaca por acolher a comunidade LGBT+ sem qualquer restrição relacionada à orientação sexual ou identidade de gênero.
A peça contará com a participação da atriz Andy Sodré, uma mulher trans que interpretará Maria, mãe de Jesus. O pastor Rodrigues destacou que "Maria é um modelo inspirador e pode ser representada por todas as mulheres", reforçando a ideia de que cada mulher traz suas próprias experiências e desafios.
Felipe Sousa, autor e diretor do espetáculo, acredita que o evento serve como um convite à reflexão sobre inclusão e respeito à diversidade.
"Essa peça é um grito de que mulheres trans têm um lugar sagrado, sim. Não à margem, mas no centro da história que nos ensina sobre o amor e redenção. Ter uma pessoa trans no papel de Maria é um ato de coragem e resistência, que afirma que a graça divina e a dignidade humana não têm gênero", concluiu Sousa.