Greve na USP

Estudantes entram em greve na USP e cobram melhorias em bolsas e serviços

Paralisação atinge ao menos 15 unidades e inclui críticas à política salarial da universidade

A reitoria da USP afirma que está trabalhando para resolver os problemas, mas a greve continua sem previsão de término - Imagem: Reprodução/ Adusp

Letícia Sales Publicado em 22/04/2026, às 10h56

Estudantes de diferentes cursos da Universidade de São Paulo estão em greve desde o dia 14 de abril, em um movimento que já atinge pelo menos 15 faculdades e institutos, tanto na capital quanto no interior do estado.

Participam da paralisação alunos de unidades como a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), a Escola de Comunicações e Artes (ECA), a Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design (FAU) e a Escola de Enfermagem. O movimento conta com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Entre as principais reivindicações estão melhores condições de permanência estudantil, com aumento no valor das bolsas, além de melhorias na qualidade dos serviços oferecidos pelos restaurantes universitários. Os estudantes relatam dificuldades no acesso à alimentação adequada e apontam falhas na estrutura e no atendimento.

A mobilização também levanta críticas à política de remuneração dentro da universidade. Servidores questionam a criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas, um bônus que pode chegar a R$ 4,5 mil e que é destinado exclusivamente a docentes.

Segundo os manifestantes, a medida aprofunda desigualdades internas, já que outros trabalhadores da instituição não foram contemplados e acumulam perdas salariais ao longo dos anos. O grupo defende isonomia, com igualdade de tratamento, melhores salários e condições de trabalho para todos os servidores.

Procurada, a reitoria da USP afirmou que mantém políticas voltadas à permanência estudantil. Em relação aos restaurantes, informou que equipes técnicas estão apurando os problemas relatados e que medidas administrativas já estão em andamento para solucioná-los.

A greve segue sem previsão de término, enquanto estudantes e administração ainda não chegaram a um consenso sobre as demandas apresentadas.

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