Vídeos de crueldade animal

Empresária é presa suspeita de matar animais para vender vídeos de tortura na internet

Investigação aponta que gravações eram comercializadas para clientes da Europa por meio de plataformas digitais

Daiana responderá por maus-tratos a animais e comercialização de conteúdo violento, enquanto a polícia investiga a extensão dos crimes - Imagem: Reprodução/TV Globo

Letícia Sales Publicado em 28/05/2026, às 09h27

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (28) uma empresária suspeita de produzir e vender vídeos de violência extrema contra animais pela internet. Segundo as investigações, Daiana Schuinsekel de Almeida gravava agressões e mortes de animais e comercializava o conteúdo para usuários de países da Europa.

A prisão aconteceu na região central da capital paulista durante uma operação conduzida pela Delegacia de Crimes contra os Animais, ligada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

De acordo com os investigadores, a mulher produzia vídeos de zoosadismo — prática criminosa caracterizada por violência deliberada contra animais para obtenção de prazer ou lucro — e utilizava plataformas semelhantes ao Discord para vender o material no exterior.

Imagem: Reprodução

 

Ainda segundo a polícia, Daiana confessou que os vídeos eram negociados por valores entre 20 e 50 euros, dependendo do conteúdo solicitado pelos compradores. A suspeita foi identificada após agentes compararem tatuagens e marcas nas pernas dela com as imagens registradas nos vídeos investigados.

As apurações indicam que os animais eram mortos por esmagamento, utilizando os pés e as mãos. Entre as vítimas estavam coelhos, pintinhos e gatos. Durante o cumprimento do mandado, policiais apreenderam os sapatos usados nas gravações, considerados peças importantes para a investigação.

O caso começou a ser investigado após uma ONG da Bulgária denunciar o conteúdo às autoridades brasileiras. A entidade teve acesso aos vídeos e encaminhou o material à Polícia Federal, que posteriormente repassou o caso à Polícia Civil de São Paulo.

Agora, os investigadores tentam descobrir há quanto tempo os crimes eram praticados e quantos vídeos teriam sido vendidos pela suspeita.

Daiana deverá responder por maus-tratos a animais, zoosadismo e comercialização de conteúdo violento. O caso segue sob investigação.

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