Investigação

DTP de São Paulo investiga denúncia de venda ilegal de vagas de táxi em Congonhas

Processo administrativo pode levar ao descredenciamento da empresa

Processo administrativo pode levar ao descredenciamento da empresa - Imagem: Reprodução / Valter Campanato / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 15/01/2025, às 18h50

Na última quarta-feira (15), o Departamento de Transportes Públicos (DTP) da Prefeitura de São Paulo anunciou a abertura de um processo administrativo para apurar uma denúncia envolvendo a empresa Mobicom-SP. A acusação refere-se à comercialização irregular de vagas de táxi no Aeroporto de Congonhas.

De acordo com informações veiculadas pelo portal g1, um indivíduo que se apresenta como representante da Mobicom-SP estaria oferecendo aos taxistas locais o direito de explorar as vagas obtidas recentemente no terminal, por valores que variam entre R$ 2.500 e R$ 5 mil.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) esclareceu que a venda ou qualquer tipo de comercialização dessas vagas, que são espaços públicos concedidos pela administração municipal, é ilegal. Em resposta à situação, o DTP informou que conduzirá uma investigação e poderá até descredenciar a empresa envolvida.

A gestão municipal declarou: "A Prefeitura de São Paulo, através do DTP, ressalta que é completamente ilegal a venda de vagas em pontos de táxi, considerando que se trata de área pública. O DTP instaurará um processo administrativo que poderá resultar em penalidades, incluindo o descredenciamento da empresa de rádio-táxi. A Mobicom-SP será notificada ainda hoje para apresentar esclarecimentos sobre sua atuação".

A Mobicom-SP recebeu autorização para a instalação de um ponto livre de táxi no andar inferior do Aeroporto de Congonhas, onde foram disponibilizadas 15 vagas, após avaliação e aprovação do DTP no ano anterior.

O credenciamento da empresa gerou descontentamento entre os taxistas que atuam em Congonhas no ano passado, que protestaram contra a falta de transparência durante o processo.

Segundo informações do DTP, "a criação deste novo ponto visou aumentar a disponibilidade de táxis no aeroporto, atendendo uma solicitação da própria concessionária responsável pela administração do local, visto que em determinados momentos há escassez de veículos para atender a demanda".


Comercialização Irregular

A Mobicom-SP, registrada na Secretaria Municipal de Transportes (SMT) como uma empresa de radiotáxi com taxistas já cadastrados na cidade, tem negociado permissões para exploração das vagas concedidas pela Prefeitura.

A empresa também exige uma taxa de manutenção no valor de R$ 450 dos novos credenciados; no entanto, essa cobrança é considerada legal pela SMT.

Com o direito de explorar as novas vagas no aeroporto, a Mobicom-SP pode credenciar entre 150 e 200 táxis para operar em Congonhas.

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