Maior ídolo do basquete nacional, ex-jogador foi homenageado pela família em despedida reservada após morte aos 68 anos
Marina Milani Publicado em 18/04/2026, às 12h00
O ex-jogador Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história do basquete brasileiro, foi cremado na noite de sexta-feira (17) em uma cerimônia reservada à família. A despedida ocorreu de forma discreta, sem divulgação do local, e teve como símbolo a camisa da seleção brasileira, colocada junto ao corpo do atleta.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar morreu na tarde do mesmo dia, após passar mal em sua residência em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. Ele chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas deu entrada já em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
A família confirmou que optou por uma despedida restrita, marcada pela privacidade e pelo recolhimento. Em nota, agradeceu as manifestações de carinho recebidas de fãs e admiradores de todo o país.
Dono de uma trajetória histórica, Oscar Schmidt acumulou feitos que o colocam entre os maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Ele é o maior pontuador da história da seleção brasileira e também dos Jogos Olímpicos, marcas que consolidaram seu legado no esporte mundial.
Nos últimos anos, o ex-atleta enfrentava problemas de saúde. Desde 2011, tratava um tumor cerebral, passando por cirurgias, sessões de radioterapia e quimioterapia. Além disso, também lidou com complicações cardíacas, incluindo um quadro de arritmia diagnosticado em 2016.
Apesar das adversidades, manteve ao longo do tempo uma postura otimista e um discurso marcado pela valorização da vida. Nos períodos mais recentes, vivia de forma mais reservada, priorizando o convívio com a família e o tratamento de saúde.
A morte de Oscar Schmidt encerra uma das trajetórias mais emblemáticas do esporte brasileiro. Seu legado ultrapassa números e títulos, permanecendo como referência de talento, dedicação e paixão pelo basquete.