Parlamentar afirma ter sido agredido pela companheira, que por sua vez mantém denúncia e pediu medida protetiva; investigação segue na Delegacia da Mulher e pode avançar no STF.
Ana Beatriz Publicado em 03/04/2026, às 21h00
O deputado Marangoni afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que é vítima no caso de agressão denunciado por sua companheira. A declaração ocorre após a repercussão do episódio, que levou a mulher a solicitar uma medida protetiva contra o parlamentar, atualmente sob análise no Supremo Tribunal Federal devido ao foro privilegiado.
Na gravação, o deputado relatou que conversou com as filhas na presença da sogra e apresentou sua versão dos fatos. Segundo ele, o ferimento exibido em imagens divulgadas anteriormente teria sido causado por um chute desferido pela companheira. O parlamentar afirmou ainda que pretende adotar todas as medidas legais para proteger “sua família e seu nome”, além de declarar que sofria agressões recorrentes dentro do relacionamento.
Do outro lado, a companheira confirmou, por meio de nota, as acusações de agressão contra o deputado e reforçou o pedido de proteção judicial. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher, que conduz a apuração dos fatos e coleta de provas.
A análise no Supremo ocorre porque parlamentares com foro privilegiado têm seus processos encaminhados diretamente à Corte em determinadas circunstâncias, especialmente quando há conexão com o exercício do mandato.
Casos de violência doméstica envolvendo figuras públicas costumam ganhar maior visibilidade e exigem apuração rigorosa. Pela legislação brasileira, denúncias desse tipo podem resultar em medidas protetivas imediatas, afastamento do agressor e até prisão preventiva, dependendo das evidências reunidas pelas autoridades.
A investigação segue em andamento, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações. O caso já tem forte repercussão nacional e mobiliza debate público sobre violência doméstica e responsabilidade de agentes políticos.