Investigação aponta que caso não foi acidente de trânsito
Gabriela Nogueira Publicado em 29/12/2025, às 09h55
Uma jovem de 21 anos foi presa após atropelar e matar o namorado e uma amiga dele no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, as mortes não foram resultado de um acidente de trânsito, mas de uma perseguição deliberada que terminou de forma violenta na madrugada de domingo (28).
As vítimas, um rapaz de 21 anos e uma jovem de 19, estavam em uma motocicleta quando foram atingidas por um carro conduzido pela namorada do rapaz. Com o impacto, os dois foram arremessados por vários metros e morreram no local. A motorista fugiu logo após o atropelamento, mas acabou localizada e detida pouco tempo depois.
De acordo com relatos reunidos pela investigação, o casal mantinha um relacionamento havia cerca de um ano. Na noite do crime, o jovem participava de um encontro com amigos quando passou a receber mensagens insistentes da namorada, que demonstrava desconfiança em relação à presença de uma mulher no local. Testemunhas afirmaram que se tratava de uma amiga antiga da vítima e que não havia envolvimento amoroso entre eles.
Após a troca de mensagens, a jovem foi até a residência do namorado e tentou iniciar uma discussão. Para evitar o conflito, ele decidiu sair de moto, levando na garupa uma amiga. Pouco depois, a suspeita entrou em seu carro e passou a segui-los em alta velocidade pelas ruas da região.
Ainda segundo a polícia, o veículo alcançou a motocicleta e a atingiu de forma direta. Durante a perseguição, um pedestre também acabou sendo atropelado e sofreu ferimentos, sendo socorrido para atendimento médico. Outros carros estacionados na via foram danificados com o impacto.
Após o atropelamento, a motorista abandonou o local, mas foi encontrada sentada em uma rua próxima, apresentando sinais de mal-estar. Policiais relataram que precisaram retirá-la do ponto onde estava para evitar agressões de pessoas que presenciaram o ocorrido. Ela foi levada para atendimento médico sob escolta.
Em depoimento, a jovem afirmou ter feito uso de medicamento antidepressivo, mas disse que estava consciente no momento dos fatos. A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Para a Polícia Civil, há indícios claros de intenção de matar, e o caso é tratado como duplo homicídio qualificado. A defesa da suspeita não foi localizada até a última atualização.