Dois coletivos foram interceptados por homens armados na Avenida Yervant Kissajikian na noite de quarta-feira; é o segundo ataque registrado na capital em menos de 48 horas.
Redação Publicado em 19/02/2026, às 11h00
A Zona Sul de São Paulo voltou a viver cenas de violência contra o transporte público na noite de quarta-feira (18). Dois ônibus foram incendiados por criminosos armados na Avenida Yervant Kissajikian, na altura do número 3123, no bairro de Cidade Ademar. A ação ocorreu por volta das 20h. Ninguém ficou ferido.
Segundo informações da polícia, os veículos foram interceptados, passageiros e funcionários foram obrigados a descer e, na sequência, os criminosos atearam fogo nos coletivos. Além dos dois ônibus incendiados, um terceiro veículo foi apedrejado na Rua Delfino Facchina, na mesma região.
Este é o segundo ataque contra ônibus registrado na capital nesta semana.
Ataque na Guarapiranga deixou moradores sem energia
Na noite de terça-feira (17), um grupo com cerca de 20 homens encapuzados incendiou um coletivo na Avenida Guarapiranga, no Jardim São Luís, também na Zona Sul.
O ônibus operava na linha 7016/10 (Jardim Ângela – Terminal Santo Amaro). Após ser incendiado, o veículo desceu desgovernado por aproximadamente 100 metros, colidiu contra um poste e atingiu os portões de uma residência e de um salão de beleza.
Com o impacto e as chamas, a concessionária Enel precisou desligar a energia da região. Comerciantes e moradores ficaram sem luz. O Corpo de Bombeiros controlou o incêndio.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o caso foi registrado como incêndio e dano no 11º Distrito Policial, em Santo Amaro. A pasta informou que todas as hipóteses estão sendo investigadas.
Uma das suspeitas apuradas é a possível relação com a morte de uma pessoa durante troca de tiros com a Polícia Militar na segunda-feira (16), na Viela Irumu, também na Zona Sul. Até o momento, porém, a secretaria afirma que não há confirmação de ligação entre os episódios.
Clima de medo no transporte
Os ataques reacendem o alerta sobre a vulnerabilidade do transporte público em áreas da capital. Apesar de não haver vítimas, passageiros relataram momentos de pânico durante as abordagens.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans repudiaram os ataques.
As investigações seguem em andamento.