A escolha do novo comandante foi influenciada pela confiança do secretário da Segurança Pública em sua liderança
Marina Milani Publicado em 17/04/2025, às 08h26
Desde o final do ano anterior, a liderança da Polícia Militar de São Paulo tem sido alvo de intensas discussões, especialmente após a ocorrência de incidentes relacionados a falhas nos procedimentos e um aumento na letalidade policial. Após diversas especulações e análise de vários nomes, a escolha do novo comandante-geral foi finalmente confirmada. O coronel José Augusto Coutinho, que até então ocupava o cargo de subcomandante, será o responsável por substituir o coronel Cássio Araújo de Freitas, que está no comando da PM desde janeiro de 2023 e agora se prepara para a aposentadoria.
O coronel Coutinho traz consigo uma vasta experiência, tendo atuado em unidades especializadas como a Rota e Choque. Nos últimos meses, ele já esteve envolvido em decisões cruciais relacionadas ao combate à criminalidade no estado. Entretanto, seu perfil é descrito como reservado, apresentando-se menos acessível até mesmo entre os membros da alta cúpula da corporação. Sua postura discreta se reflete em sua raridade em aparições públicas e fotografias, mesmo em eventos oficiais.
A informação sobre a possível troca de comando foi antecipada pela coluna no final do ano passado, quando o coronel Pedro Luís de Sousa Lopes, responsável pelo setor de inteligência da PM e próximo ao governador Tarcísio Gomes de Freitas, era considerado um forte candidato para o cargo. No entanto, a confiança depositada no coronel Coutinho pelo secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, consolidou sua nomeação.
O novo comandante assume a Polícia Militar em um contexto onde indicadores como homicídios, roubos e furtos apresentam redução. Contudo, com a segurança pública emergindo como uma das principais preocupações da população—superando até questões relacionadas à saúde—o coronel Coutinho enfrenta o desafio de não apenas manter essa tendência de queda nos índices criminais, mas também de promover uma verdadeira sensação de segurança entre os cidadãos, algo que ainda parece distante na percepção dos habitantes da maior cidade do Brasil.