Com um investimento de R$ 30 milhões, a ampliação do terminal remoto promete mais conforto e fluidez para os passageiros
William Oliveira Publicado em 06/08/2025, às 08h40
A Aena, concessionária que administra o Aeroporto de Congonhas, anunciou nesta quarta-feira (6) a inauguração da ampliação da área de embarque remoto localizada no piso inferior do terminal, na zona sul de São Paulo.
A intervenção abrange os portões 13 a 22 e ampliou a área de 1.400 m² para 3.300 m², com um investimento de R$ 30 milhões. Segundo Kleber Meira, diretor-executivo do aeroporto, o objetivo é oferecer mais conforto e fluidez aos cerca de 24,5 milhões de passageiros esperados para 2025.
Apesar das melhorias, a nova estrutura é provisória. A entrega do novo terminal, prevista no contrato de concessão com o governo federal, está programada para 2028. Nesse contexto, Meira mencionou a possibilidade de retomar voos internacionais para destinos da América do Sul após a conclusão das obras.
“São Paulo é o centro financeiro do país, e o terminal de Congonhas é uma joia da cidade. Todas as empresas querem operar aqui porque tem demanda. Com o terminal ampliado em 2028, vai dar ainda mais conforto e opções de acesso para os passageiros. A partir de 2026 já terá uma estação de metrô [Monotrilho] dentro do terminal. Nenhum aeroporto do Brasil tem essa comodidade e a gente sabe que isso ampliará ainda mais o interesse pelo aeroporto”, afirmou o diretor ao g1.
Com as novas instalações, será possível acomodar aeronaves maiores e, futuramente, operar voos para cidades como Santiago, Buenos Aires e Montevidéu. A Aena já protocolou junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) um pedido para discutir o retorno dos voos internacionais ao aeroporto, suspensos desde 1985.
A ampliação responde a críticas recorrentes sobre o desconforto da antiga área de embarque remoto, muitas vezes comparada a uma “rodoviária” nas redes sociais, devido à superlotação e falta de estrutura. Agora, os novos portões contam com mais assentos e espaços comerciais semelhantes aos da área principal do terminal.
“Quem conhece Congonhas sabe que o embarque remoto era muito desconfortável. Os portões eram muito colados um no outro. O espaço era acanhando. O contrato de concessão não tinha a obrigação da gente ampliar esse espaço, só a construção de um novo terminal que está sendo feito com previsão para junho de 2028. Mas e como a gente administra a ansiedade das pessoas, prover um serviço de qualidade entre hoje e 2028, né?”, acrescentou o executivo.
A nova ala foi apresentada à imprensa um dia antes da inauguração e deve ser utilizada por cerca de 15 mil passageiros diariamente. No entanto, não haverá aumento no volume de embarques na área, medida tomada para evitar aglomerações durante os próximos anos.
A estrutura terá validade até junho de 2028, quando está prevista a inauguração do novo terminal. Para isso, a Aena pretende investir R$ 2,4 bilhões nos próximos três anos.
O projeto prevê a construção de um novo espaço de embarque no antigo hangar da Varig, tombado como patrimônio histórico. Atualmente ocupado por uma oficina da Gol, o local será reformado e modernizado como parte do plano de expansão.
Com a conclusão das obras, Congonhas passará a contar com 19 fingers (atualmente são 12) e 18 portões remotos. A modernização também permitirá o recebimento de aeronaves maiores, elevando o fluxo anual de passageiros de 23 milhões para, no mínimo, 30 milhões nos próximos anos.