INOVAÇÃO

Com nova tecnologia, PM bloqueia celulares furtados em tempo real

Por meio de uma parceria com o Google, os policiais agora conseguem bloquear dispositivos roubados com mais agilidade e eficiência

Tecnologia já cobre 80% dos celulares na capital - Imagem: Reprodução / TV Globo

William Oliveira Publicado em 08/07/2025, às 08h54

O Google Localizador, aplicativo desenvolvido para bloquear remotamente celulares Android em casos de roubo ou furto, passou a ser utilizado pela Polícia Militar de São Paulo (PM) em uma ação inédita que tem ajudado vítimas a recuperarem seus aparelhos com mais agilidade.

A implementação oficial da ferramenta foi anunciada no dia 10 de junho, durante o evento Google For Brasil. A parceria entre a empresa e a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) da PM permite que os policiais bloqueiem imediatamente celulares roubados, oferecendo uma resposta mais rápida às ocorrências.

Agora, as vítimas não precisam esperar chegar em casa nem depender de terceiros para bloquear o celular. A polícia pode ser acionada diretamente no local do crime e, por meio de um tablet nas viaturas, os agentes conseguem travar a tela do dispositivo, rastrear sua localização, emitir alarme sonoro e, se necessário, apagar todos os dados do aparelho.

A tecnologia já cobre cerca de 80% dos celulares registrados no estado, desde que as funções de rastreamento e bloqueio estejam previamente ativadas. Para os demais 20%, embora o bloqueio total não seja possível, ainda é viável localizar o aparelho e emitir um alerta sonoro.

Nesta segunda-feira (7), uma nova etapa do projeto resultou na devolução de 43 celulares recuperados. As ações foram viabilizadas por meio da análise de boletins de ocorrência e dados fornecidos por operadoras de telefonia. Em São Paulo, 824 vítimas já foram notificadas sobre a recuperação de seus celulares; mais de 270 compareceram às delegacias e cerca de 100 aparelhos já foram devolvidos.

O sucesso da iniciativa depende da comunicação rápida com a polícia e do registro do número IMEI no boletim de ocorrência. Quando um aparelho é reativado, mesmo após semanas do furto, o sistema pode alertar as autoridades para nova localização do celular.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), entre janeiro e maio deste ano, foram registrados cerca de 110 mil casos de roubo e furto de celulares no estado, o que representa uma queda de 4% em comparação ao mesmo período de 2024. Na capital, mais de 68 mil ocorrências foram contabilizadas, com redução de 1%.

O secretário Guilherme Derrite destacou que, por meio do bloqueio imediato dos dispositivos, a PM evitou cerca de 5 mil crimes relacionados a furtos de celulares. Ele reforçou a importância de registrar o boletim de ocorrência e incluir o número IMEI como forma de dificultar a ação de criminosos.

Para quem teve o celular furtado ou roubado, seguem as orientações:

  1. Se já fez o boletim de ocorrência, aguarde contato da polícia em caso de recuperação do aparelho;
  2. Se ainda não registrou o BO, faça isso pela delegacia eletrônica;
  3. Informe o número IMEI no boletim. Caso não saiba, consulte a caixa do aparelho ou peça à operadora;
  4. Mantenha seus dados atualizados no boletim para facilitar a devolução.

Após a recuperação, os celulares passam por um processo de verificação do IMEI e cruzamento com os sistemas da Segurança Pública. Se houver correspondência com boletins de ocorrência, as vítimas são contatadas para agendar a devolução do aparelho de forma segura.

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