A próxima audiência do caso está marcada para janeiro de 2025, mas sem previsão para o interrogatório dos acusados ou para o julgamento final
Marina Milani Publicado em 02/12/2024, às 09h43
O trágico episódio que marcou a morte de nove jovens em um baile funk na zona sul de São Paulo completa cinco anos neste domingo (1º). Apesar da denúncia do Ministério Público contra 12 policiais militares por homicídio com dolo eventual, o julgamento segue sem previsão, e a Justiça ainda está na fase de audiência de instrução.
As vítimas, com idades entre 14 e 23 anos, morreram asfixiadas ao serem encurraladas em um beco durante uma operação policial. Outras 12 pessoas ficaram feridas. Segundo o Ministério Público, a ação foi marcada por uma "violação dos direitos" dos participantes e moradores de Paraisópolis.
Desde o massacre, o uso de força policial em bailes funk das periferias, especialmente nas “operações pancadão”, segue sob críticas. Dados de um relatório recente indicam que 16 pessoas morreram e seis ficaram cegas em ações semelhantes desde 2012, com sete vítimas menores de idade.
A próxima audiência do caso está marcada para janeiro de 2025, mas sem previsão para o interrogatório dos acusados ou para o julgamento final. Enquanto isso, familiares das vítimas continuam aguardando respostas e justiça.