INVESTIGAÇÃO

Caso Rafael Miguel ganha nova perícia em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo realiza nova perícia no local do crime que vitimou o ator Rafael Miguel e seus pais em 2019

Ação ocorreu sem a presença do acusado, Paulo Cupertino - Imagem: Reprodução / Instagram / @rafaelmiguelreal

William Oliveira Publicado em 07/05/2025, às 10h50

Na última terça-feira (6), a Polícia Civil de São Paulo realizou uma nova perícia no local onde ocorreu o assassinato do ator Rafael Miguel e de seus pais, em 2019. A ação aconteceu na Estrada do Alvarenga, na zona sul da capital paulista, sem a presença do acusado, Paulo Cupertino Matias.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a medida foi cumprida por determinação da Justiça, reforçando que as investigações sobre o caso que comoveu o país seguem em andamento.

Um júri popular para julgar Cupertino chegou a ser marcado para 10 de novembro do ano passado, mas foi adiado depois que o réu dispensou seu advogado no primeiro dia, o que levou ao cancelamento da sessão até que ele nomeasse uma nova defesa. Apesar do adiamento, Cupertino segue preso preventivamente.

O crime

De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Paulo Cupertino é acusado de matar Rafael Miguel, então com 22 anos, e seus pais, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50. O crime teria sido motivado pela oposição de Cupertino ao namoro entre sua filha, Isabela Tibcherani, e Rafael.

Na ocasião, os pais do jovem haviam ido até a casa do acusado para discutir a relação dos filhos. Foi então que Cupertino disparou 13 vezes contra as vítimas e fugiu, primeiro para o Mato Grosso do Sul e depois para o Paraguai. Ele acabou capturado na mesma região onde o crime aconteceu, escondido em um hotel.

Depoimento impactante

No Tribunal do Júri, Isabela Tibcherani descreveu o pai como uma pessoa possessiva que não aceitava seu relacionamento com Rafael. Ela presenciou o crime, ocorrido na garagem da casa da família, e afirmou ter sentido alívio por não ter sido atingida.

"Ainda não consigo acreditar, mas estou me esforçando. Juro que o máximo que pensei que fosse possível era meu pai sair na mão. Mas quando eles [Rafael e os pais] chegaram, ele me mandou entrar e começou a atirar", relatou Isabela em 2019.

A jovem também pediu que a Justiça retirasse seu pai do plenário durante seu testemunho, alegando "fundado temor e evidente constrangimento" ao estar no mesmo ambiente que ele, segundo informou a promotora Soraia Munhoz.

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