Alex Leandro Bispo dos Santos é acusado de agredir e causar a morte de Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, em São Paulo
William Oliveira Publicado em 08/01/2026, às 07h00
Alex Leandro Bispo dos Santos, acusado de ser o responsável pela morte da companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, admitiu em novo interrogatório que a agrediu. O crime ocorreu no décimo andar do edifício onde o casal morava, na zona sul de São Paulo.
A tragédia aconteceu no dia 29 de novembro do ano passado. Maria Katiane foi encontrada sem vida no estacionamento do prédio após cair de uma altura elevada. Alex Leandro foi preso em flagrante logo após o ocorrido.
Imagens das câmeras de segurança do elevador registraram o momento em que o suspeito agride a vítima, desferindo ao menos um soco. Nas gravações, ele aparece segurando o pescoço da jovem e a arrastando para fora do elevador. Em seguida, retorna sozinho, levando as mãos à cabeça em um gesto que indica desespero. Já no estacionamento, Alex é filmado tentando reanimar a companheira.
Durante o interrogatório realizado no domingo (5), o acusado afirmou que mantinha uma relação “saudável e tranquila” com Maria Katiane, apesar de reconhecer que ela enfrentava problemas relacionados à depressão. Ele relatou que, na noite do crime, o casal esteve em uma festa chamada Le Club, onde consumiu bebidas alcoólicas como champanhe e tequila.
Segundo a versão apresentada por Alex, ao chegarem em casa por volta das 4h da manhã, houve uma discussão motivada por sua intenção de visitar o filho. Durante o desentendimento, ele alegou que Maria Katiane “surtou” e desceu duas vezes até a garagem do prédio. O suspeito confessou que perdeu o controle em um desses momentos e acabou agredindo a companheira.
Em relação à porta do banheiro do apartamento, encontrada destruída pela polícia, Alex afirmou que a mulher teria ficado presa no local e que ele precisou arrombá-la para ajudá-la.
Imagens do interior do imóvel confirmam a porta arrombada. No local, também foi encontrada uma taça com líquido semelhante a vinho dentro da pia.
A defesa de Alex Leandro apresentou um documento à polícia classificando o ocorrido como uma fatalidade isolada. Os advogados também destacaram a importância da análise do cartão de memória original das câmeras de segurança que registraram o caso. A polícia já está de posse das imagens do apartamento, entregues pelo próprio suspeito.