Acusados de assassinato de Igor Peretto, incluindo sua irmã e cunhado, permanecem detidos após decisão do TJSP
William Oliveira Publicado em 03/07/2025, às 08h00
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu, em julgamento recente, manter a prisão preventiva de Marcelly Peretto, Mário Vitorino e Rafaela Costa, todos acusados de homicídio qualificado. Os três estão detidos desde setembro de 2022, após a morte do empresário Igor Peretto, brutalmente assassinado com cerca de 40 golpes de faca em seu apartamento, em Praia Grande, no litoral paulista, no dia 31 de agosto.
A defesa dos réus solicitou liberdade provisória e a devolução dos celulares apreendidos. O juiz Bruno Rocha Julio, da Vara do Júri da cidade, autorizou apenas a restituição dos aparelhos, mas negou a liberdade. Em sua decisão, destacou a “periculosidade dos acusados” e a “violência extremada” do crime, justificando a manutenção da prisão para preservação da ordem pública e integridade do processo.
Argumentos da defesa
Os advogados de Marcelly classificaram a denúncia do Ministério Público como “vazia” e alegaram falta de provas concretas que indiquem motivação financeira ou envolvimento amoroso entre os réus e a vítima.
A defesa de Mário Vitorino sustentou que ele não fugiu após o crime e estaria sendo alvo de perseguições. Segundo seus advogados, o homicídio teria sido um ato impulsivo, sem premeditação. Já a defesa de Rafaela Costa argumentou que as circunstâncias que justificaram sua prisão cautelar não existem mais e pediu a revogação da medida.
Os representantes legais dos réus comemoraram a devolução dos celulares, considerando o ato um avanço importante para a elucidação dos fatos. Yuri Cruz, advogado de Rafaela, afirmou que os dados dos dispositivos podem ajudar a provar a inocência da cliente. Mário Badures, defensor de Mário Vitorino, fez coro, apontando que os registros podem afastar as suspeitas de planejamento do assassinato.
Posicionamento da acusação
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) manifestou-se contra os pedidos de liberdade. O promotor Rafael Viana ressaltou a brutalidade do crime, afirmando que a violência gerou clamor social e que a manutenção da prisão é necessária para resguardar a ordem pública e evitar a sensação de impunidade.
Na decisão proferida na última segunda-feira (30), o juiz reafirmou a necessidade da prisão preventiva, enfatizando a tentativa dos acusados de ocultar provas após o crime e o nível de agressividade empregado. A instrução processual foi encerrada, e o juiz considerou que há elementos suficientes para o caso seguir a julgamento.
Entenda o Caso
De acordo com as investigações, o empresário Igor Peretto foi assassinado pela irmã, Marcelly, e seu cunhado, Mário Vitorino, que seriam os executores diretos. Rafaela Costa, viúva da vítima, é acusada de facilitar a entrada dos dois no local do crime e teria mantido relações amorosas com ambos, o que teria gerado um conflito que culminou na tragédia.