Carro de professora assassinada em SP é encontrado pela polícia

Veículo foi localizado próximo ao local onde o corpo de Fernanda Bonin foi encontrado; investigações devem dizer se o crime foi homicídio ou latrocínio

Polícia Civil terá apoio da equipe de perfilamento criminal para identificar o responsável pelo crime - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 03/05/2025, às 20h23

A Polícia Civil de São Paulo localizou neste sábado (3) o carro da professora Fernanda Bonin, de 42 anos, encontrado abandonado a poucos quarteirões do local onde seu corpo foi encontrado, em uma área de mata próxima ao Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da cidade. O veículo, um Hyundai Tucson prata, será submetido a perícia para ajudar a esclarecer os detalhes do caso.

Relembre o caso

Fernanda foi encontrada morta na última segunda-feira (28), após ter desaparecido no domingo (27). Câmeras de segurança do prédio onde a vítima residia mostram o momento em que ela deixou o condomínio sozinha e entrou no carro. Imagens captadas na noite de domingo continuam sendo analisadas pelas autoridades, que investigam as circunstâncias do desaparecimento.

A ex-esposa da vítima, Fernanda Fazio, foi ouvida pela polícia na última sexta-feira (2), prestando novo depoimento sobre o caso. Fazio, que não é considerada suspeita, mas sim testemunha, permaneceu por cerca de cinco horas na delegacia. O celular e o veículo dela foram apreendidos para perícia.

Fernanda era formada em Matemática pela Universidade de São Paulo (USP) e possuía especialização em necessidades especiais na educação pela Universidade MacEwan, no Canadá. Ela lecionava na Beacon School, uma instituição de ensino de renome na Zona Oeste de São Paulo. A professora deixa dois filhos.

Investigações sobre a causa da morte seguem em andamento. O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a hipótese de assassinato, enquanto o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) avalia a possibilidade de latrocínio, já que o carro e o celular de Fernanda Bonin estavam desaparecidos.

Peritos da Polícia Técnico-Científica trabalham com a hipótese de asfixia, já que o corpo da vítima foi encontrado com uma corda no pescoço. A Polícia Civil ainda conta com a colaboração de uma equipe de perfilamento criminal para auxiliar na identificação do autor do crime.

A investigação segue em fase crucial, com a polícia focada na análise minuciosa de evidências, como as imagens das câmeras de segurança e os resultados das perícias nos objetos apreendidos. A presença da equipe de perfilamento criminal reflete a complexidade do caso, enquanto as autoridades buscam entender as motivações por trás do crime e identificar possíveis responsáveis.

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