Cemitério clandestino

Cantor de funk é identificado entre corpos encontrados em cemitério clandestino em Heliópolis

Vítimas foram localizadas enterradas em área de vegetação na zona sul de São Paulo; polícia investiga ligação entre desaparecimentos

O caso foi registrado como homicídio e a polícia continua a apurar a motivação e os detalhes das mortes em Heliópolis - Imagem: Reprodução

Letícia Sales Publicado em 28/05/2026, às 08h17

A Polícia Civil investiga a morte de quatro pessoas encontradas em um cemitério clandestino localizado na comunidade de Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Entre as vítimas está o cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, de 25 anos, conhecido artisticamente como “Gigante”, que iniciava sua trajetória musical na produtora Damassaclan.

Os corpos foram encontrados na segunda-feira (25), após guardas civis municipais identificarem movimentações suspeitas em uma área de vegetação pertencente à Sabesp. Durante o patrulhamento, os agentes perceberam trilhas abertas no mato e pontos de terra remexida. No local, localizaram três corpos enrolados em cobertores.

No dia seguinte, equipes da Polícia Civil retornaram à região e encontraram uma quarta vítima enterrada em estado avançado de decomposição.

Além de Jonas, investigadores trabalham com a hipótese de que outros dois corpos pertençam a Francisco Rubens Souza Cruz, motorista ligado à produtora, e a Werlen Moitinho Vieira, gerente da Damassaclan. Ambos desapareceram nos últimos dias. Familiares de Werlen afirmaram não ter reconhecido oficialmente o corpo, mas disseram que uma das vítimas vestia roupas semelhantes às usadas pelo gerente.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que Jonas desapareceu na tarde da última sexta-feira (22). Outra pessoa contou que Francisco foi chamado para “trocar uma ideia” com um homem dentro de um carro preto e não voltou mais a ser visto. Durante as buscas por informações sobre o motorista, amigos descobriram que Werlen também havia desaparecido e não respondia mais às mensagens enviadas ao celular.

O caso foi registrado como homicídio no 95º Distrito Policial, em Heliópolis, que acionou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia segue investigando a identidade das demais vítimas, além da motivação e das circunstâncias das mortes.

funk polícia homicídio morte DESAPARECIDOS CANTOR corpos PESSOAS CLANDESTINO DHPP Heliópolis CEMITÉRIO GIGANTE CIVIL São Paulo Werlen moitinho vieira Damassaclan Francisco rubens souza cruz Jonas barros de oliveira Quatro

Leia também