Vereadores e prefeitura se reúnem nesta segunda-feira (5) para discutir impactos da obra
Lívia Gennari Publicado em 04/05/2025, às 18h34
A Câmara Municipal de São Paulo irá realizar nesta segunda-feira (5) uma audiência pública para discutir o futuro das obras em andamento para a construção de um estacionamento no elevado Presidente João Goulart, conhecido como Minhocão. O encontro ocorrerá no Auditório Prestes Maia, com presença de vereadores e representantes da prefeitura.
A iniciativa do debate partiu da vereadora Luna Zarattini (PT), que lidera a bancada do partido na Câmara e tem questionado os impactos do projeto para a região central da cidade. Também participarão da audiência os vereadores Marina Bragante (Rede) e Toninho Vespoli (PSOL), ambos críticos da proposta.
As obras para a criação do estacionamento começaram de forma experimental em abril, autorizadas pelo vice-prefeito Ricardo de Mello Araújo durante uma viagem do prefeito Ricardo Nunes (MDB) à Ásia. Em vídeo publicado nas redes sociais, Mello Araújo justificou a medida como uma forma de melhorar a circulação na área e combater o acúmulo de lixo sob o viaduto.
“A gente vai fazer um teste. O que não dá é ficar do jeito que estava, esse Minhocão toda vez sujo”, afirmou o vice-prefeito. Segundo ele, o local estava tomado por sujeira e dificultava a passagem de pedestres e ciclistas.
O projeto envolve ainda a Subprefeitura da Sé, a Secretaria de Transportes e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Apesar disso, o início das intervenções sem ampla discussão prévia gerou críticas entre parlamentares e parte da sociedade civil, o que motivou a convocação da audiência para reavaliar o plano e ouvir a população.
A expectativa é que a audiência sirva como um espaço de diálogo entre o poder público, vereadores e a população, permitindo que diferentes pontos de vista sobre a intervenção no Minhocão sejam ouvidos. O resultado do encontro pode influenciar os rumos do projeto, que segue em fase experimental e ainda desperta dúvidas sobre sua efetividade, impactos urbanos e prioridade diante de outras demandas da cidade.