Segurança Pública

Câmara convida Tarcísio e Derrite para audiência sobre violência policial em SP

Audiência está marcada para a próxima quinta-feira (12), às 18h, na Câmara Municipal

Câmara convida Tarcísio e Derrite para audiência sobre violência policial em SP - Imagem: Divulgação / Governo do Estado de São Paulo

William Oliveira Publicado em 11/12/2024, às 08h34

A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta terça-feira (10), um convite para que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, compareçam a uma audiência pública sobre violência policial e violações de direitos humanos no estado.

A vereadora Luna Zarattini (PT), presidente da comissão, ressaltou, em uma postagem no Instagram, que "a segurança pública é vivida na cidade" e que pretende cobrar explicações do governo estadual sobre a atuação da Polícia Militar (PM).

A audiência está marcada para a próxima quinta-feira (12), às 18h, na Câmara Municipal. Contudo, como se trata de um convite e não uma convocação, o governador e o secretário não são obrigados a comparecer.

Nos últimos dias, a repercussão negativa de casos de abusos e violência policial gerou uma resposta do governador Tarcísio, que chegou a reconhecer falhas na gestão da segurança pública. A crise teve início com a morte de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, durante uma operação policial no Morro do São Bento, em Santos, no dia 6 de novembro.

Desde então, diversos outros casos questionáveis causaram desgaste à gestão de Guilherme Derrite à frente da Segurança Pública. Entre os mais polêmicos, está a morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas, de 22 anos, baleado em uma abordagem dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, no dia 20 de novembro.

A situação piorou no início de dezembro, quando policiais militares jogaram o manobrista Marcelo Barbosa Amaral, de 25 anos, de uma ponte durante uma abordagem na zona sul da capital. O soldado Luan Felipe Alves Pereira, do 24º BPM/M, identificado como responsável pelo ato, foi preso preventivamente.

Tarcísio, que no passado já havia afirmado não se importar com a letalidade policial e se opôs ao uso de câmeras nos fardamentos dos policiais, recuou em sua posição. Recentemente, o governador passou a apoiar a ampliação do programa de câmeras corporais, reconhecendo que sua visão anterior estava equivocada. Segundo ele, as câmeras são uma proteção tanto para a sociedade quanto para os policiais, e ele pretende ampliar o programa além de mantê-lo. 

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