Espuma no Rio Tietê

Camada de espuma volta a cobrir trecho do Rio Tietê em Salto

Fenômeno causado pela poluição recorrente preocupa moradores e reforça debate sobre o despejo de resíduos no rio

A Secretaria de Meio Ambiente monitora a situação e busca soluções para melhorar a qualidade das águas do Rio Tietê - Imagem: Reprodução/@dvisionimagens

Letícia Sales Publicado em 14/05/2026, às 12h21

O Rio Tietê voltou a apresentar uma extensa camada de espuma branca no trecho que corta a cidade de Salto, no interior de São Paulo. O fenômeno, registrado novamente nessa quarta-feira (13), chamou atenção pela intensidade e pelo volume de espuma acumulado ao longo das quedas d’água do município.

Imagens aéreas mostram o rio praticamente tomado pela espuma, que se espalhou por grande parte do trecho urbano. O registro foi feito pela página D-Vision e revela mais uma vez os impactos da poluição nas águas do Tietê.

Segundo a Prefeitura de Salto, o problema acontece de forma recorrente e está diretamente ligado ao despejo de resíduos e esgoto sem tratamento vindos da Região Metropolitana de São Paulo.

“O despejo de resíduos de detergentes e matéria orgânica sem tratamento no rio Tietê lá na região metropolitana de São Paulo ao chegar nas quedas d’água características do trecho do Tietê aqui no município, produz essa espuma”, informou a administração municipal.

De acordo com a prefeitura, a formação da espuma ocorre devido à combinação entre a alta carga de poluentes e a movimentação intensa da água nas corredeiras e quedas do rio em Salto.

O município também afirmou que a situação só deve ser resolvida de forma definitiva quando houver redução efetiva da poluição despejada ao longo do percurso do Tietê.

“A Secretaria de Meio Ambiente tem monitorado a situação e vem participando de reuniões nos Comitês da Bacia e demais grupos organizados que estão discutindo soluções para a melhoria da qualidade das águas desse Rio tão importante para o Estado de São Paulo”, destacou a gestão municipal.

O fenômeno da espuma no Rio Tietê costuma ocorrer em períodos de estiagem e baixa vazão, quando a concentração de resíduos químicos e matéria orgânica aumenta significativamente.

Apesar de frequente, a cena continua causando preocupação entre moradores e ambientalistas, que cobram medidas mais efetivas de despoluição do principal rio paulista.

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