Animal morreu após ser brutalmente agredido pelo próprio tutor na praia do bairro Guilhermina, em Praia Grande, no litoral de São Paulo
William Oliveira Publicado em 27/02/2026, às 13h34 - Atualizado às 13h55
Um cachorro morreu após ser brutalmente agredido na faixa de areia da praia do bairro Guilhermina, em Praia Grande, na terça-feira (18). O agressor, identificado como Carlos Ricardo Moreno Pinto, de 34 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar e permanece à disposição da Justiça.
Segundo testemunhas, o homem atacava os dois cães que estavam sob sua responsabilidade — um vira-lata e um pit bull — com socos e arremessando os animais para o alto, em plena luz do dia. Pessoas que presenciaram a cena acionaram as autoridades e tentaram intervir para interromper as agressões.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), policiais militares chegaram ao local, flagraram a violência e efetuaram a prisão. O suspeito apresentava comportamento alterado, resistiu à abordagem e precisou ser contido com o uso de força moderada e algemas.
Os cães foram resgatados e encaminhados para atendimento veterinário. O cachorro sem raça definida deu entrada no Hospital Veterinário BrasilVet com tremores, dificuldade para se manter em pé, latidos constantes e sinais de dor intensa. Conforme a veterinária Sophia Mandari, o animal sofreu sequelas neurológicas graves, incluindo episódios convulsivos.
Após uma semana de internação, o cão não resistiu aos ferimentos e morreu na quarta-feira (26), após uma parada cardiorrespiratória.
O pit bull apresentava corte e escoriações na região dos olhos, recebeu atendimento e foi encaminhado para um lar temporário.
Em depoimento, o agressor afirmou que a violência fazia parte de um suposto método de adestramento, alegando que “tratava seus animais daquela maneira”.
O caso foi registrado como maus-tratos a animais na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (19), conforme informou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O homem responderá com base na Lei Sansão (Lei 14.064/2020), que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda de animais. Como as agressões resultaram na morte do cachorro, a pena pode ser aumentada em até um terço.