Em sua delação premiada, revelou a compra de imóveis avaliados em R$ 7 milhões
Marina Milani Publicado em 16/11/2024, às 11h50
A investigação da Polícia Civil paulista avança em busca de laranjas ocultos que participaram do esquema de lavagem de dinheiro operado por Vinícius Gritzbach, delator do PCC executado no aeroporto de Guarulhos. Com transações que envolvem imóveis milionários, postos de gasolina e farmácias, os lucros do crime organizado continuam sendo alvo das autoridades.
Gritzbach ocultava bens de membros do PCC em nomes de terceiros. Em sua delação premiada, revelou a compra de imóveis em Bertioga, incluindo uma mansão de R$ 5 milhões e outro imóvel de R$ 2 milhões, além de uma construtora que intermediava vendas para traficantes. Ainda assim, a polícia acredita que muito foi omitido em sua colaboração.
"Os valores movimentados mostram que ele entregou apenas a ponta do iceberg", apontam investigadores.
Entre os nomes citados por Gritzbach estão o traficante Cara Preta, para quem teria lavado R$ 200 milhões, e Django, dono de bens na Riviera de São Lourenço. Ambos foram executados antes do delator, deixando um vácuo no controle dos bens do grupo criminoso.
Além de imóveis, a polícia investiga uma rede de postos de gasolina na Marginal Tietê, suspeita de operar como base para lavagem de dinheiro. Um frentista teria recebido depósitos de R$ 300 mil em dois meses, enquanto o posto acumulava dinheiro vivo em um cofre. A farmácia vinculada ao negócio também teria movimentações financeiras suspeitas, reforçando os indícios de irregularidades.
Com Gritzbach e outros líderes eliminados, a busca por quem assumirá a operação de lavagem de dinheiro está em andamento. Investigadores apontam que novos sucessores podem emergir, enquanto laranjas tentam se apropriar de bens escondidos.