Alesp mantém gabinetes extras e 53 assessores para ex-membros da Mesa Diretora

Ex-presidentes e ex-secretários custam mais de R$ 914 mil mensais apenas em salários

Alesp mantém gabinetes extras e 53 assessores para ex-membros da Mesa Diretora - Imagem: Reprodução | ALESP

Marina Milani Publicado em 02/12/2024, às 08h38

Ex-presidentes e ex-secretários da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) mantêm estruturas que custam mais de R$ 914 mil mensais apenas em salários. A prática, prevista há 21 anos, permite que deputados em mandato acumulem até três gabinetes, além de carros e equipes de assessores extras.

Entre os beneficiados está Rogério Nogueira (PSDB), atual 2º secretário, que dispõe de 86 assessores divididos em três gabinetes. Já Carlão Pignatari (PSDB), ex-presidente, trabalha com 45 assessores, enquanto Luiz Fernando (PT), ex-1º secretário, soma 40.

A medida, válida por dois anos após o mandato na Mesa Diretora, foi ampliada recentemente, permitindo reeleições inéditas. A prática também facilita o uso de cargos para acomodar aliados políticos, como no caso de assessores ligados a figuras como Geninho Zuliani (União Brasil), ampliando questionamentos sobre transparência e eficiência no uso de recursos públicos.

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