Acusados de ofender Moraes em Roma pedem desculpas e escapam de punição

Após confissão e retratação, Toffoli arquiva processo contra brasileiros que insultaram o ministro

Roberto Mantovani Filho, Andreia Munarão e Alex Zanatta Binotto, - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Marina Milani Publicado em 03/12/2024, às 08h55

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta segunda-feira (2) o processo contra três brasileiros de Santa Bárbara d'Oeste (SP) acusados de ofender e agredir verbalmente o ministro Alexandre de Moraes e sua família em junho de 2023, no aeroporto de Fiumicino, em Roma. A decisão foi proferida pelo ministro Dias Toffoli após os acusados confessarem os crimes e se retratarem formalmente.

Segundo a denúncia, o ministro foi abordado por um casal e o genro, que o chamaram de "bandido, comunista e comprado". As ofensas ocorreram enquanto ele e a família tentavam acessar uma sala de espera no terminal. A Polícia Federal (PF) utilizou imagens fornecidas por autoridades italianas para identificar os suspeitos.

Os acusados, Roberto Mantovani Filho, Andreia Munarão e Alex Zanatta Binotto, confessaram os crimes e apresentaram pedido de desculpas às vítimas, atendendo ao artigo 143 do Código Penal. Esse dispositivo prevê isenção de pena para crimes de calúnia e difamação mediante retratação antes da sentença.

Na decisão, Toffoli destacou:

"Considerados o contexto único envolvendo os fatos narrados na denúncia e a confissão dos crimes praticados pelos denunciados, declaro extintas suas punibilidades".

O caso gerou forte reação pública. À época, o ministro da Justiça, Flávio Dino, condenou as agressões nas redes sociais, classificando-as como "comportamento criminoso de extremistas".

Os acusados, inicialmente, negaram as ofensas, alegando um "equívoco interpretativo", mas posteriormente admitiram o ocorrido e se desculparam, encerrando o processo judicial.

Contexto do caso

Alexandre de Moraes retornava de uma palestra no Fórum Internacional de Direito, em Siena, quando foi hostilizado no aeroporto italiano.

STF ALEXANDRE DE MORAES Flávio Dino

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