Protesto em Lima ocorreu horas depois do afastamento de três jogadores investigados por suposto crime ocorrido durante viagem internacional do clube.
Ana Beatriz Publicado em 22/01/2026, às 18h25
Torcedores do Alianza Lima invadiram, nesta quinta-feira (22), o centro de treinamento do clube, em Lima, em meio à repercussão de uma denúncia de abuso sexual envolvendo atletas do elenco. Um grupo conseguiu acessar áreas internas do CT enquanto jogadores realizavam atividades, o que gerou momentos de tensão e protestos direcionados à diretoria e à comissão técnica.
De acordo com a imprensa peruana, houve discussões, empurrões e cobranças diretas a integrantes do clube. Funcionários tentaram conter os torcedores até que a situação fosse controlada, sem registro oficial de feridos. A invasão ocorreu poucas horas após o anúncio do afastamento dos jogadores citados no caso.
Os atletas denunciados são Miguel Trauco, ex-Flamengo, Carlos Zambrano e Sergio Peña. Nenhum dos três estava no centro de treinamento no momento da invasão, segundo informações divulgadas localmente. O afastamento foi definido de forma indefinida, enquanto as investigações seguem em andamento.
Entenda o caso
A denúncia aponta que os jogadores teriam abusado sexualmente de uma mulher durante a passagem do Alianza Lima pelo Uruguai, onde a equipe disputava amistosos de pré-temporada em Montevidéu. Conforme o relato, a vítima conheceu um dos atletas durante um jantar e, posteriormente, foi ao hotel onde a delegação estava hospedada. Os outros dois jogadores teriam participado do episódio.
Após o ocorrido, a mulher retornou à Argentina, onde recebeu atendimento médico, realizou exames e forneceu materiais para análise pericial. O caso está sob investigação das autoridades competentes, que ainda não divulgaram detalhes sobre possíveis medidas judiciais.
Em nota oficial publicada também nesta quinta-feira, o Alianza Lima confirmou o afastamento dos três atletas e informou a abertura de um procedimento disciplinar interno. O clube declarou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e afirmou que novas decisões poderão ser tomadas conforme o avanço das apurações.