Treinador Abel Ferreira faz alerta sobre a necessidade de aprender com a derrota e ajustar a postura do time.
Otávio Alonso Publicado em 21/01/2026, às 01h28
O Palmeiras viveu uma noite atípica no Campeonato Paulista. A goleada sofrida diante do Novorizontino, fora de casa, escancarou falhas coletivas, falta de resposta emocional e uma desorganização defensiva que raramente marcaram o time desde a chegada de Abel Ferreira. O placar elástico entrou para a história como a derrota mais pesada do clube sob o comando do treinador português.
Desde os primeiros minutos, o Novorizontino impôs intensidade, ocupou o campo ofensivo e explorou com eficiência os espaços deixados pelo sistema defensivo palmeirense. O Palmeiras teve dificuldades para sair jogando, perdeu disputas no meio-campo e passou a correr atrás do adversário, sem conseguir retomar o controle da partida.
A equipe do interior aproveitou cada desatenção. A marcação alta forçou erros na saída de bola, e as transições rápidas desmontaram a última linha defensiva do Verdão. O cenário se agravou com gols em sequência, que abalaram a confiança do time e tornaram a reação praticamente inviável ainda no primeiro tempo.
Mesmo com mudanças promovidas por Abel Ferreira, o Palmeiras não conseguiu estancar o ritmo do adversário. O Novorizontino manteve organização, intensidade e leitura de jogo, transformando a partida em um dos resultados mais expressivos de sua história no Estadual.
Após a partida, Abel Ferreira adotou um tom firme e autocrítico. Reconheceu que o resultado vai além do placar e classificou o desempenho como um sinal de alerta em um campeonato curto, onde há pouca margem para recuperação. Para o treinador, o principal risco não é a derrota em si, mas a incapacidade de aprender com ela.
Internamente, a avaliação é de que o time falhou em fundamentos básicos: competitividade, concentração e compactação entre os setores. Abel deixou claro que ajustes serão feitos, tanto no modelo de jogo quanto na postura dos atletas.
A goleada acontece em um momento sensível do Campeonato Paulista, competição conhecida pelo calendário curto e pela exigência de regularidade desde as primeiras rodadas. Um tropeço desse tamanho pode custar caro na briga por classificação e mando de campo nas fases decisivas.
Mais do que os pontos perdidos, o resultado amplia a pressão por uma resposta imediata dentro de campo. O Palmeiras agora entra em modo de reconstrução rápida, com foco em corrigir erros, recuperar a confiança e evitar que o episódio se transforme em crise.
O elenco se reapresenta sob cobrança interna elevada. A comissão técnica trabalha com a premissa de que o jogo foi um ponto fora da curva, mas que exige reação prática já na próxima rodada. No Paulistão, não há tempo para lamentos — apenas para ajustes e respostas.