Ex-jogador passou mal em Santana de Parnaíba, foi socorrido ao hospital e não resistiu
Redação Publicado em 17/04/2026, às 17h21
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, na Grande São Paulo. O ex-jogador passou mal em Santana do Parnaíba e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, unidade próxima de sua residência, em Alphaville, mas não resistiu. A causa da morte não foi informada.
Em comunicado, familiares lamentaram a perda e ressaltaram a importância de Oscar para o esporte nacional e internacional. A despedida, segundo a nota, será reservada apenas a parentes e amigos próximos.
Conhecido mundialmente como “Mão Santa”, Oscar fez história com a camisa 14 da seleção brasileira e se tornou símbolo de uma geração. Dono de talento raro e grande poder de pontuação, ajudou a impulsionar a popularidade do basquete no país e virou referência para atletas de diferentes gerações.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, construiu uma carreira histórica. Mesmo sem atuar oficialmente na NBA, foi reconhecido internacionalmente ao entrar para o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e também para o Hall da Fama da liga norte-americana.
Defendendo a seleção brasileira, participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e acumulou recordes expressivos, incluindo a marca de maior cestinha da história das Olimpíadas por muitos anos. Também conquistou títulos importantes, como três Campeonatos Sul-Americanos, duas Copas América e um Pan-Americano.
Ao longo da carreira, somou 49.737 pontos em partidas oficiais e permaneceu durante décadas como maior pontuador da história do basquete mundial. Em 2024, a marca foi ultrapassada por LeBron James.
Nos últimos anos, Oscar enfrentou uma longa batalha contra um tumor cerebral diagnosticado em 2011. Submetido a cirurgias e tratamentos, tornou-se também exemplo de coragem e perseverança fora das quadras. Sua trajetória deixa um legado que ultrapassa o esporte e permanece na memória dos brasileiros.