Investigação começou após denúncia da organização do Mundial; suspeito foi detido ao tentar reativar passe de acesso na Cidade do México.
Redação Publicado em 18/06/2026, às 12h25
A segurança da Copa do Mundo de 2026 registrou seu primeiro caso de fraude envolvendo credenciais de acesso. Um jovem de 24 anos foi preso na Cidade do México acusado de alugar a terceiros um documento oficial que permitia acesso a áreas vinculadas ao torneio.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da capital mexicana, o suspeito utilizava redes sociais para oferecer a credencial mediante pagamento, prática proibida pelas regras da organização do Mundial.
A investigação teve início após representantes responsáveis pela operação da Copa identificarem anúncios suspeitos circulando na internet. A partir da denúncia, autoridades passaram a monitorar a movimentação do documento e localizaram o responsável.
De acordo com a polícia, a prisão ocorreu quando o jovem compareceu a um centro autorizado para realizar a reativação do passe de acesso. No momento do procedimento, ele foi abordado por agentes de segurança e encaminhado para prestar esclarecimentos.
As autoridades ainda não divulgaram qual era a categoria da credencial utilizada nem informaram quantas vezes o documento teria sido alugado a terceiros. Também não foram detalhadas as acusações formais que poderão ser apresentadas pela Justiça mexicana.
O caso acende um alerta para os organizadores da Copa do Mundo de 2026, disputada em conjunto por México, Estados Unidos e Canadá. A expectativa é de que milhões de torcedores circulem pelos estádios e áreas de acesso restrito ao longo da competição, aumentando a necessidade de fiscalização sobre credenciais, ingressos e autorizações especiais.
Especialistas em segurança de grandes eventos avaliam que o mercado paralelo de credenciais costuma se intensificar durante torneios internacionais, especialmente quando documentos oferecem acesso privilegiado a setores internos, áreas de imprensa ou espaços exclusivos para convidados.
A organização da Copa ainda não comentou se pretende reforçar os mecanismos de controle após a prisão.