Fechamento de aeroportos deixa jogadores sem previsão de retorno e preocupa Botafogo e Corinthians
Erika Osti Publicado em 04/01/2026, às 17h16
Dois jogadores que atuam no futebol brasileiro enfrentam dificuldades para deixar a Venezuela e retornar ao país após o fechamento dos aeroportos em meio à crise política e militar que tomou conta do território venezuelano. Jefferson Savarino, atacante do Botafogo, e José Martínez, volante do Corinthians, estavam em férias em sua terra natal quando a escalada de tensões culminou na suspensão de voos e bloqueio do espaço aéreo.
A situação se agravou após uma operação militar internacional que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, provocando instabilidade imediata e o fechamento das principais rotas aéreas. Com isso, centenas de passageiros ficaram impedidos de viajar, entre eles os dois atletas que deveriam se reapresentar aos clubes brasileiros nos próximos dias.
Savarino, destaque do Botafogo e peça fundamental no ataque alvinegro, tinha retorno programado para o início da semana. O jogador, que encerrou a última temporada como titular absoluto, agora vive incerteza sobre quando conseguirá embarcar. A diretoria do clube acompanha o caso com preocupação, já que o atleta é esperado para a pré-temporada e para os primeiros compromissos oficiais de 2026.
Martínez, que chegou ao Corinthians em 2025 e vinha se firmando como opção no meio-campo, enfrenta um problema ainda mais delicado: além do fechamento dos aeroportos, ele depende da reemissão de seu passaporte, processo que pode levar até seis meses. O volante já havia relatado dificuldades burocráticas antes mesmo da crise política, e agora vê sua situação agravada.
O episódio expõe como a crise venezuelana ultrapassa fronteiras e afeta diretamente o futebol brasileiro. Além do impacto esportivo, há preocupação com a segurança dos atletas e com o calendário das equipes, já que a reapresentação dos jogadores é fundamental para o início da temporada.
Enquanto não há previsão para a normalização dos voos, os clubes monitoram alternativas diplomáticas e possíveis rotas de saída por países vizinhos. Os atletas seguem retidos em meio ao cenário de instabilidade que domina a Venezuela.