Em entrevista, Marcela Soares expressa indignação sobre o julgamento social e destaca a importância da liberdade em sua nova trajetória profissional
William Oliveira Publicado em 27/05/2025, às 12h27
Marcela Soares, jogadora de futsal, viveu recentemente uma reviravolta em sua carreira ao ter seu contrato rescindido após ser identificada em plataformas de conteúdo adulto. Apesar de o contrato com o clube não conter cláusulas que limitassem esse tipo de atividade, a diretoria decidiu encerrar o vínculo.
Com uma carreira consolidada no futsal feminino, Marcela passou por clubes importantes como Marechal Copagril, Leoas da Serra, Pato Franco, Celemaster e Female. Sua trajetória no esporte é marcada por dedicação e talento, mas o episódio atual reacendeu o debate sobre moralidade, liberdade e a autonomia das atletas.
Em entrevista ao jornal O Globo, Marcela desabafou:
"A hipocrisia é real. Fui julgada, excluída e me senti injustiçada, inclusive por outras mulheres. Mas ganhei liberdade e independência financeira. Hoje me sinto mais forte."
As palavras refletem um sentimento de indignação diante do julgamento social e institucional que enfrentou, inclusive dentro do próprio meio esportivo.
A diferença de rendimentos também pesou em sua decisão: enquanto no futsal recebia cerca de R$ 600 por mês, nas plataformas digitais de conteúdo adulto passou a faturar mais de R$ 50 mil mensais. Esse contraste escancarou a desvalorização da mulher no esporte e influenciou sua escolha de priorizar, ao menos por ora, a nova carreira.
Marcela, no entanto, não descarta um possível retorno às quadras. Com mais estabilidade financeira e voz ativa, ela afirma estar mais empoderada para decidir os rumos de sua vida profissional.