Gestão de Leila Pereira passa a ser questionada após temporada de 2025 sem conquistas, e grupos de oposição se articulam contra possível terceiro mandato.
Ana Beatriz Publicado em 29/12/2025, às 20h13
A temporada de 2025 marcou um ponto de inflexão na política interna do Palmeiras. Após anos de estabilidade e sucesso esportivo, o clube encerrou o ano sem títulos, justamente no período em que realizou o maior investimento financeiro de sua história recente no futebol. O cenário reacendeu críticas à gestão da presidente Leila Pereira e estimulou a reorganização de grupos de oposição.
Nos bastidores, conselheiros e associados contrários à atual diretoria passaram a questionar a relação entre o alto volume de investimentos — estimado em cerca de R$ 700 milhões — e o retorno esportivo obtido. A avaliação é de que os resultados ficaram aquém das expectativas criadas ao longo da temporada.
Até então fragmentados e com pouca influência, os setores oposicionistas encontraram na falta de conquistas o principal argumento para contestar a continuidade do projeto administrativo liderado por Leila, que estuda a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato à frente do clube.
A presidente assumiu o comando do Palmeiras em 2021 e construiu sua gestão sob a marca de equilíbrio financeiro e títulos expressivos, fatores que garantiram amplo apoio interno nos últimos anos. No entanto, o desempenho esportivo recente alterou o ambiente político e ampliou o espaço para debates sobre planejamento, gestão de elenco e prioridades estratégicas.
Embora o processo eleitoral ainda esteja em fase inicial, a movimentação indica que a próxima eleição tende a ser mais competitiva do que as anteriores. A expectativa é de que o tema ganhe força à medida que o calendário político do clube avance.