O investimento de US$ 115 milhões visa proteger eventos importantes como a Copa do Mundo e o 250º aniversário da independência dos EUA.
Letícia Sales Publicado em 13/01/2026, às 13h09
Os Estados Unidos anunciaram um investimento de US$ 115 milhões, o equivalente a cerca de R$ 617,6 milhões, em medidas de combate a drones para reforçar a segurança durante a Copa do Mundo da Fifa e as celebrações do 250º aniversário da independência do país. A informação foi divulgada na segunda-feira (12) pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
A iniciativa ocorre em um momento de crescente preocupação internacional com o uso de drones em ataques e ações ilegais, especialmente após a guerra na Ucrânia evidenciar o potencial destrutivo desses equipamentos. Incidentes recentes envolvendo drones também causaram interrupções em aeroportos da Europa e da América do Norte, ampliando o alerta das autoridades.
A Copa do Mundo de 2026 é vista como um dos maiores desafios de segurança para o país neste ano. A expectativa é de que mais de um milhão de turistas estrangeiros circulem pelos Estados Unidos durante o torneio, enquanto bilhões de pessoas acompanharão os jogos ao redor do mundo. O evento também será um teste para a promessa do presidente Donald Trump de garantir a segurança nacional em grandes ocasiões internacionais.
Em nota, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o país vive um novo momento no campo da defesa aérea. Segundo ela, o objetivo é proteger não apenas as fronteiras, mas também áreas internas consideradas estratégicas. O DHS, no entanto, não detalhou quais tecnologias serão utilizadas especificamente nos locais da Copa.
Empresas do setor de defesa já trabalham no desenvolvimento de diferentes soluções para neutralizar drones, como sistemas de rastreamento avançado, equipamentos baseados em laser, micro-ondas e armamentos autônomos. A escolha das ferramentas dependerá de avaliações técnicas e do nível de risco de cada região.
O anúncio reforça uma estratégia mais ampla do governo federal. Semanas antes, a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), vinculada ao DHS, havia liberado outros US$ 250 milhões para 11 estados que sediarão partidas da Copa, destinados à compra de tecnologias de defesa contra drones.
A preocupação também tem mobilizado autoridades locais. No ano passado, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, solicitou ao governo federal o fortalecimento do apoio à segurança aérea diante do aumento de registros de drones não autorizados em áreas sensíveis.