Distribuição gratuita é tradição desde 1988; organizadores prometem reposição após itens acabarem poucos dias após a abertura dos Jogos de Inverno.
Ana Beatriz Publicado em 14/02/2026, às 17h29
Enquanto as atenções do mundo se voltam para as disputas por medalhas nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, um episódio fora das arenas esportivas chamou a atenção nos bastidores da competição: o estoque de preservativos distribuídos gratuitamente na Vila Olímpica teria se esgotado apenas três dias após o início do evento.
A informação foi divulgada pelo jornal italiano La Stampa, que ouviu atletas presentes na Vila. Segundo relato de um competidor que preferiu não se identificar, os suprimentos terminaram rapidamente e houve promessa de reposição por parte da organização, embora sem prazo confirmado.
A distribuição de preservativos em Jogos Olímpicos é uma prática adotada desde os Jogos de Seul, em 1988, quando a medida passou a integrar campanhas globais de conscientização sobre infecções sexualmente transmissíveis. Desde então, tornou-se rotina tanto nas edições de verão quanto nas de inverno.
Na Olimpíada de Paris 2024, por exemplo, cada atleta credenciado teve direito a dois preservativos por dia durante o período dos Jogos. Em Milano Cortina 2026, a estimativa é de que cerca de 10 mil unidades tenham sido disponibilizadas para aproximadamente 3 mil competidores.
Se confirmado o relato de que o estoque acabou em três dias, a média inicial de consumo ficaria próxima de 1,1 preservativo por atleta ao dia nesse período. Não há, no entanto, dados oficiais detalhando o uso individual nem confirmação formal dos números por parte do comitê organizador.
O episódio reacende discussões sobre os bastidores da Vila Olímpica, historicamente marcada não apenas pelo alto desempenho esportivo, mas também pela convivência intensa entre atletas de diferentes países durante o evento.