Ídolo histórico assina até 2030, recusa ofertas de clubes e sucede Didier Deschamps com o objetivo de manter a seleção no topo do futebol mundial
Letícia Sales Publicado em 28/07/2026, às 10h30
A espera finalmente chegou ao fim. Em anúncio oficial realizado nesta terça-feira pelo presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Philippe Diallo, Zinédine Zidane foi confirmado como o novo treinador da seleção francesa. O contrato do vencedor da Bola de Ouro de 1998 entra em vigor no dia 1º de agosto, com validade até junho de 2030, marcando a primeira experiência do ex-meia no comando de uma equipe nacional.
A transição marca a passagem de bastão entre dois pilares da história do futebol francês. Zidane assume o posto deixado por Didier Deschamps, seu companheiro de meio-campo nas conquistas da Copa do Mundo de 1998 e da Eurocopa de 2000. Deschamps esteve à frente da equipe por 14 anos, período em que faturou o Mundial de 2018 e a Liga das Nações de 2021, e já havia antecipado no início do ano passado que encerraria seu ciclo após a Copa de 2026.
Durante a coletiva de apresentação, Zidane não escondeu a emoção ao comentar o acerto e revelou que a oportunidade com os Les Bleus era prioridade absoluta na sua carreira, o que o levou a recusar convites do futebol internacional desde sua saída do Real Madrid, em 2021.
"É um sonho que se torna realidade, de certa forma. Recebi propostas nos últimos quatro ou cinco anos para assumir clubes. Recusei todas para treinar a seleção francesa. Era a única coisa que eu queria fazer depois do Real Madrid. Conheço a equipe desde criança, comecei nas categorias de base, passei por todas as etapas até chegar ao time principal. É o ápice. Vou dar tudo de mim para garantir que este time continue vencendo", disse Zidane.
Aos 54 anos, o treinador construiu sua trajetória à beira do gramado integralmente no Real Madrid. Após pendurar as chuteiras em 2006, ele atuou como auxiliar de Carlo Ancelotti entre 2013 e 2014 e dirigiu categorias de base do clube espanhol. Promovido ao time principal em 2016, fez história ao conquistar o tricampeonato consecutivo da Liga dos Campeões (2016, 2017 e 2018), além de uma edição de LaLiga, duas Supercopas da Uefa, dois Mundiais de Clubes e uma Supercopa da Espanha. Em sua segunda passagem pela equipe merengue, de 2019 a 2021, somou mais um título espanhol e outra Supercopa nacional.
Sem comandar um clube há cinco anos, o novo comandante já tem data para estrear. Os trabalhos começam nos primeiros dias de setembro, com foco total na partida de abertura da Liga das Nações, prevista para o mesmo mês.